Rubor facial indicia a mentira

Novo aparelho detecta a mentira em 83% dos casos

03 janeiro 2002
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Um grupo de investigadores americanos da Mayo Clinic em Rochester, Minnesota, descobriram uma técnica que permite detectar as mentiras assim que são largadas por uma língua mentirosa.
 

 

A equipa que realizou esta investigação, coordenada por James A. Levine, baseoou-se o seu trabalho no facto de que as pessoas que estão prestes a cometer actos fraudulentos, como a mentira, «libertam» sinais fisiológicos como o aumento do fluxo sanguíneo em determinadas áreas do rosto. Quando estes sinais são detectados, por intermédio da utilização de um equipamento técnico de captação de imagens térmicas de alta definição, eles podem constituir um meio através do qual as autoridades competentes podem recorrer para identificar fraudes.
 

 

No comunicado da Mayo Clinic, o coordenador deste estudo afirma que esta nova tecnologia representa, de facto, um método novo e preciso altamente prometedor para ser aplicado em operações de segurança de alto nível, tais como a segurança de aeoroportos e de postos fronteiriços, onde poderá ser uma ajuda imprescindível para determinar a veracidade das respostas a perguntas como: «Transporta alguma arma?» ou «Foi você que fez a sua mala?»
 

 

Segundo Levine, a tecnologia de imagem térmica desenvolvida é tão precisa que detecta alterações metabólicas muito subtis em determinadas partes do corpo, nomeadamente o calor provocado pela ruborização do rosto.
 

 

Especificamente, os investigadores aprofundaram esta técnica na detecção do aquecimento em redor dos olhos. Assim, quando um indivíduo é exposto a uma câmara que detecta as variações térmicas associadas às alterações fisiológicas associadas ao acto de mentir, é possível detectar o momento em que o indivíduo está a mentir.
 

 

Para testar este novo equipamento, os investigadores criaram um cenário próprio de um crime em os voluntários encarnaram as diversas personagens envolvidas na situação. Na recolha dos depoimentos dos diversos intervenientes na história, a veracidade das declarações dos actores foi testada com a nova tecnologia. O novo sistema de detecção de mentiras categorizou correctamente os intervenientes em inocentes ou culpados em 83% dos casos.
 

 

Quando a nova técnica estiver suficientemente refinada para poder ser utilizada em larga escala, as mentiras poderão ser detectadas sem ser preciso qualquer tipo de contacto entre o equipamento e o suspeito e sem a intervenção de pessoal técnico especializado – uma grande vantagem relativamente ao polígrafo.
 

 

Joaquina Pereira
 

MNI – Médicos Na Internet

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