Roupa hospitalar serviu para confeccionar vestuário posto à venda

Inspecção-Geral das Actividades em Saúde inicia investigação

27 outubro 2011
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A Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) está a investigar a descoberta de vestuário confeccionado com tecido que contém a inscrição de hospitais portugueses, segundo fonte do Ministério da Saúde, citada pela agência Lusa.

 

O primeiro caso ocorreu no Brasil quando, na sequência da descoberta de toneladas de lixo hospitalar dos EUA, um homem denunciou ter comprado em São Paulo uns calções com bolsos feitos de tecido do Hospital Garcia de Orta.

 

Após essa denúncia, foram tornados públicos em Portugal mais dois casos semelhantes, o de um empresário de Leiria e de um casal do Alentejo que adquiriram, em duas feiras distintas, calças cujos forros dos bolsos tinham o logótipo do hospital.

 

Em entrevista à Lusa, a propósito do tema, o presidente do conselho de administração do Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH), Nelson Baltazar, admitiu que perde o rasto de 90 a 120 toneladas de roupa hospitalar, das cerca de 30 mil toneladas que trata por ano.

 

Questionado sobre a possibilidade das roupas que passam pelo SUCH irem parar a outros locais, além dos hospitais a que pertencem, Nelson Baltazar reconheceu que há vários “pontos de fuga”. E deu como exemplo, entre outros, os lençóis que, quando ficam desgastados, são transformados em fronhas, gerando farrapos que depois são vendidos aos farrapeiros e cujo rasto se perde.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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