Roupa especial para tratamento de dermatite atópica

Projecto da Universidade do Porto

10 novembro 2011
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Investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) vão dar início a um projecto inovador, intitulado 2nd Dermis, que pretende avaliar a eficácia da utilização de peças de vestuário (camisola interior e leggings) com características especiais no tratamento da dermatite atópica.

 

Para isso, os investigadores vão procurar incluir duas centenas de pacientes com dermatite atópica, com idades superiores a 12 anos, no ensaio clínico. “A colaboração no projecto não implica a toma de qualquer medicamento”, lembrou, em comunicado de imprensa, Cristina Lopes, responsável pelo estudo. “Basta usarem as peças de vestuário todas as noites, durante dois meses”, reitera a investigadora, acrescentando que participar num estudo destes é "uma oportunidade rara de contribuir para a melhoria dos cuidados de saúde”.

 

Os participantes serão avaliados por um profissional de saúde no início e no fim do estudo, devendo responder a um questionário relativo à qualidade de vida e efectuar uma análise de sangue. Os sintomas apresentados pelos pacientes serão avaliados antes e depois do uso das peças de vestuário. Esses dados serão depois comparados e a eficácia do pijama avaliada.

 

A ideia de criar roupa que pudesse tratar a dermatite atópica surgiu no seguimento de um projecto que envolveu o Serviço e Laboratório de Imunologia da FMUP e vários outros centros de investigação (Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica, Centro de Nanotecnologia e Materiais Inteligentes, Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal e Faculdade de Farmácia da U.Porto).

 

Segundo a investigadora, nesse projecto, criou-se um tecido de algodão orgânico especial, impregnado com quitosano que mostrou reduzir in vitro a proliferação de bactérias provenientes da pele de doentes com dermatite atópica. O quitosano é um componente natural anti-microbiano e cicatrizante, utilizado noutros campos da medicina, como tratamentos de queimaduras e feridas cirúrgicas.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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Comentários 1 Comentar

tenho 44 anos e dermatite atopica

acho este projeto bastante interessante,pois tanto eu como um sobrinho meu e um tio meu temos dermatite atopica. tenho uma filha de 7 anos e tambem tem a pele um pouco seca como eu.gostava de partecipar nessa iniciativa para se poder selocionar um tratamento para essa doença.tenho tambem duas sobrinhas irmãs desse meu sobrinho e tambem teem um"tipo"de dermatite.como tal gostava de partecipar neste neste projeto mais por causa da minha filha e dos meus sobrinhos.

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