Rotinas de sono influenciam comportamentos das crianças

Estudo publicado na revista “Pediatrics”

16 outubro 2013
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As crianças que têm horários de se deitar irregulares são mais suscetíveis de ter problemas comportamentais em casa e na escola, sugere um estudo publicado na revista “Pediatrics”.
 

"Sabemos que o desenvolvimento da primeira infância tem profundas influências sobre a saúde e o bem-estar em todo o curso da vida. Caso as interrupções no sono ocorram especialmente em momentos-chave do desenvolvimento, estas podem ter um impacto importante na saúde ao longo da vida", revelou, em comunicado de imprensa Yvonne Kelly.
 

Neste estudo os investigadores da Universidade College London, no Reino Unido analisaram mais de 10.000 crianças, tendo recolhido informações sobre os hábitos de dormir aos três, cinco e sete anos de idade. Os pais e professoras também forneceram informações sobre o comportamento das crianças.
 

Os investigadores constataram que havia uma associação estatisticamente significativa entre a hora das crianças se deitarem e o comportamento. Horários irregulares afetam o comportamento das crianças através de alterações no ritmo circadiano que conduzem à privação de sono e afetam o desenvolvimento cerebral e a capacidade para controlar determinados comportamentos.  
 

O estudo apurou que, à medida que as crianças com sono irregular foram crescendo, o seu comportamento, nomeadamente hiperatividade, problemas de conduta, problemas com os pares e dificuldades emocionais, pioraram. Contudo, caso as crianças alterassem os seus hábitos de sono, havia uma clara melhoria no seu comportamento.
 

Os investigadores verificaram que os horários irregulares eram mais comuns aos três anos, quando uma em cinco crianças iam para a cama a horas diferentes. Contudo, aos sete anos, mais de metade das crianças deitava-se regularmente entre 19h30 e 20h30.
 

“Por as crianças a dormir cedo e a uma hora consistente é de facto muito importante”, defendeu uma especialista em sono da Universidade de Filadelfia que esteve envolvida no estudo, Jodi Mindell.
 

De acordo com Yvonne Kelly, os pais têm de fazer do sono uma prioridade, e têm de perceber que a falta deste não tem apenas consequência na própria noite, mas também no dia, semana e ano seguinte. Contudo, os pais também não necessitam de ficar demasiado alarmados com este assunto, uma noite que saia dos horários habituais também não vai afetar os comportamentos dos seus filhos.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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