RotaTeq e Prevenar 13 devem continuar a ser administradas

Declarações da Sociedade Portuguesa de Pediatria

26 março 2012
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As vacinas RotaTeq e Prevenar 13 devem continuar a ser administradas, à exceção dos lotes suspensos pelo Infarmed, de acordo com a comissão de vacinas da Sociedade Portuguesa de Pediatria e da Sociedade de Infecciologia Pediátrica.

 

"As vacinas RotaTeq e Prevenar 13 são eficazes no combate à infeção grave respetivamente por rotavírus e por pneumococo pelo que, fora os lotes suspensos e indicados na circular de 19/03/2012 do Infarmed, as recomendações da sua administração devem manter-se", referiu a comissão de vacinas em comunicado. Estas vacinas têm um "elevado padrão de segurança, documentadas pelos estudos científicos realizados no pré e pós comercialização".

 

Quanto à decisão da autoridade nacional de saúde de suspender a utilização de um lote da RotaTeq e outro da Prevenar como medida de prevenção, “na sequência da receção de uma notificação de suspeita de reação adversa grave", a comissão de vacinas da Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP) e da Sociedade de Infecciologia Pediátrica (SIP) afirma que é "um procedimento normal".

 

"Este é um procedimento normal quando é relatado um acontecimento grave que ocorre nos dias após a administração de vacinas e que diz respeito só aos lotes envolvidos, não estando provada qualquer ligação entre as administrações de vacina e o evento ocorrido", sublinha.

 

A notícia avançada pela agência Lusa dá conta que a Direção-Geral de Saúde (DGS) já tinha revelada na semana passada que não existia qualquer incompatibilidade na administração conjunta das vacinas RotaTeq e Prevenar 13, mas confirmou no entanto que o bebé que morreu em Camarate recebeu as inoculações menos de 24 horas antes da sua morte.

 

“É uma prática comum, não há incompatibilidade entre as duas vacinas na sua administração conjunta”, explicou a pediatra e diretora dos Serviços de Prevenção e Controlo da DGS, Ana Leça, adiantando que, em termos médicos não se está, por isso, perante qualquer caso de “má prática”.

 

Apesar de recusar estabelecer uma relação causal entre a vacinação e a morte do bebé de seis meses, na passada segunda-feira, a pediatra confirmou que a morte da criança, não tendo sido um “evento imediato”, ocorreu menos de 24 horas depois de esta ter sido vacinada.

 

Ainda assim, a responsável da DGS recusa falar em “reação adversa” à vacinação para explicar o que terá motivado a morte da criança, preferindo, para já, e até que haja um “esclarecimento cabal da situação”, falar num “evento muito grave”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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