Robôs: da ficção para o hospital

Máquinas prometem ajudar doentes e idosos nos cuidados de saúde

10 março 2003
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O modo como os doentes são tratados nos hospitais é um trabalho que pode ser continuamente melhorado. Mas, neste campo, os robôs também podem dar uma grande ajuda. Para tal, o sector de saúde norte-americano está empenhado em desenvolver máquinas que possam humanizar o serviço, acabando, por exemplo, com as filas de espera.
 

 

Por enquanto, os robôs operam principalmente como uma espécie de videofone móvel, permitindo a médicos e pacientes se comuniquem. Mas no futuro é provável que ajudem o sector de saúde a atender a milhões de pacientes, empurrando cadeiras de rodas para a sala de jantar ou até mesmo para tirar temperaturas e fazer exames de sangue.
 

 

Loren Shook, presidente de uma operadora de clínicas especializadas no tratamento de pessoas com Doença de Alzheimer refere que esta tecnologia permite que os profissionais de saúde tratem de pessoas em locais distantes em numa fracção do tempo que demoraria normalmente.
 

 

O centro de tratamento da Silverado em Calabasas, Califórnia, abriga os testes clínicos de um robô produzido pela Touch Health, cujo objectivo é permitir uma comunicação aberta e directa em tempo real entre médicos, pacientes, funcionários de clínicas e famílias dos doentes.
 

 

O robô móvel, chamado Companion, está equipado com uma câmara que filma o paciente enquanto o rosto do profissional de saúde aparece na tela localizada na cabeça do robô.
 

 

Controlado por um telecomando, o robô usa uma conexão sem fio de banda larga com a Internet para permitir que o paciente e o profissional da saúde vejam, ouçam e conversem um com o outro.
 

 

No final das suas vidas, as pessoas com doença de Alzheimer em estágio avançado perdem cerca de um terço da sua capacidade cerebral, o que prejudica significativamente a habilidade para lidar com novas situações. Mas os pacientes do Silverado parecem gostar do robô. «Quanto mais velho ficamos, maior é a dificuldade de adaptação às mudanças», confidenciou à Reuters Shook, reconhecendo as preocupações iniciais de que o robô pudesse assustar alguns dos pacientes. «Mas, para nossa alegria, alguns deles apontaram para o robô e riram. Outros conversaram com ele.»
 

 

A Associação Americana de Aposentados projecta que o número de pessoas idosas deva crescer para cerca de 40 milhões em 2010 e 70 milhões em 2030. «Comparado a 50 anos atrás, as pessoas vivem hoje em dia mais 15 anos e ao mesmo tempo os custos com aposentadoria estão a crescer», disse Wang.
 

 

Para o empresário, os robôs oferecem uma solução que se aproveita da tecnologia e da Internet para melhorar a eficiência da saúde e cuidado com pacientes.
 

A tecnologia ainda está em estado inicial, afirmou Wang. «Primeiro a comunicação depois a manipulação.
 

Eventualmente o robô poderá ser projectado para fazer coisas como empurrar cadeiras de rodas», explicou.
 

 

Apesar do entusiasmo em torno desta nova tecnologia de saúde, os robôs ainda não receberam a aprovação da agência norte-americana de alimento e medicamento (FDA). No entanto, a empresa acredita que o risco destas máquinas cometerem erros ou funcionarem de maneira inadequada é baixo.
 

 

Por enquanto, a InTouch Health planeia alugar os robôs a instituições que cuidam de idosos por cerca de entre 2.500 e três mil euros por mês.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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