Robô arruma e entrega medicamentos na Farmácia

Farmacêuticos com mais tempo para aconselhamento aos doentes

01 janeiro 2003
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A Farmácia Arcuense, em Arcos de Valdevez, é o primeiro estabelecimento do género no norte do país dotado de um robô encarregue de todo o circuito dos medicamentos desde que entram no estabelecimento até à entrega aos clientes.
 

 

"O robô é super-eficiente na entrega, pois em apenas 8 segundos o medicamento pretendido está em cima do balcão, e com este sistema o farmacêutico ganha cerca de três horas por dia, já que o robô também arruma os medicamentos nas prateleiras", explicou hoje à Agência Lusa Fernando Araújo, um dos proprietários da farmácia.
 

 

Segundo estatísticas de organismos da classe, o farmacêutico perde actualmente dois terços do seu tempo na arrumação e disponibilização dos medicamentos, mas com a ajuda do robô pode ganhar três horas por dia, tempo esse que poderá dedicar ao aconselhamento dos doentes.
 

 

O aconselhamento pode ir desde a pergunta de interacção entre medicamentos, contra-indicações e terapêutica duplicada, até ao seguimento de dados do doente, tais como o peso e a tensão arterial.
 

 

"O investimento em tecnologia de ponta, particularmente quando este esforço se traduz numa clara melhoria da assistência aos clientes, vai ao encontro dos parâmetros de qualidade e exigência na busca incessante de melhoria dos padrões de vida", referiu Maria Armanda Araújo, directora técnica da Farmácia Arcuense.
 

 

Além de eficiente, o robô também é inteligente, já que, quando se lhe pede um medicamento, ele escolhe aquele que tem o prazo de validade mais curto.
 

 

Fernando Araújo garantiu que investiu "milhares de contos" na robotização da sua farmácia, a segunda do País a dispor deste sistema, mas manifestou-se convencido de que, a curto prazo, o investimento vai começar a revelar-se rentável.
 

 

"Ganha-se muito tempo, o que evita que os clientes se aborreçam em longas e cansativas filas de espera e permite que os atendimentos aumentem consideravelmente", acrescentou.
 

 

O robô tem uma capacidade superior a nove mil medicamentos e dispõe de autonomia de energia para cerca de oito horas, o que permite que a farmácia continue a funcionar normalmente, mesmo com um prolongado corte de energia.
 

 

"Sendo Arcos de Valdevez uma localidade rural, os clientes ficam bastante surpreendidos por serem servidos por um robô, mas essa surpresa é rapidamente ultrapassada pela eficiência no atendimento", rematou Fernando Araújo.
 

 

Fonte: Lusa

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