Ritmo irregular requere anticoagulante

Estudo publicado na revista “Neurology”

27 fevereiro 2014
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Os indivíduos com fibrilação atrial não valvular, ou ritmo cardíaco irregular devem tomar anticoagulantes orais para impedir um acidente vascular cerebral AVC), recomenda a American Academy of Neurology.
 

Nesta última recomendação atualizada, publicada na revista “Neurology”, a associação defende que a toma de anticoagulantes é especialmente importante para os indivíduos que já tenham sofrido um AVC ou um ataque isquémico transitório.
 

O ritmo cardíaco irregular é o principal fator de risco de um AVC. “A organização mundial de Saúde determinou que a fibrilação atrial está perto de proporções epidémicas, atingindo cerca de 0,5% da população em todo o mundo”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores desta recomendação, Antonio Culebras.
 

O ritmo cardíaco irregular faz com que o sangue permaneça nas câmaras superiores do coração, podendo dar origem à formação de coágulos. Estes coágulos podem escapar do coração e atingir o cérebro, causando desta forma um AVC. É provável que cerca de 20% as pessoas que tenham fibrilação atrial por tratar venham a sofrer um AVC dentro de um ano.
 

Os anticoagulantes são por isso uma forma eficaz de impedir o desenvolvimento de AVC. No entanto, estão também associados ao risco de hemorragias, motivo pelo qual a sua toma deve ser vigiada de perto por um médico.
 

Desde a publicação da última recomendação sobre este tópico, em 1998, foram desenvolvidos vários anticoagulantes. Nesta nova guideline, a American Academy of Neurology refere que os novos anticoagulantes como o dabigatrano, rivaroxaban e o apixabano são pelo menos tão ou mais eficazes que o conhecido varfarina. Estes novos fármacos, para além de apresentarem um menor risco de hemorragia no cérebro têm a conveniência de não necessitarem de análises sanguíneas frequentes tal como acontecia com o varfarina.
 

Esta nova recomendação também refere o valor deste tipo de anticoagulante para as pessoas que permanecem sem tratamento, nomeadamente os idosos, os indivíduos com demência, aqueles com risco moderado de quedas, e aqueles cujo estado de saúde se tem revelado ser uma barreira para a sua toma.
 

“Claro que os médicos têm de avaliar a situação individual de cada paciente para decidirem se estes devem ou não tomar anticoagulantes, e qual devem tomar, uma vez que os riscos e benefícios variam de pessoa para pessoa”, conclui Antonio Culebras.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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