Risco de ruptura prematura das membranas aumenta em partos próximos

Estudo publicado no “American Journal of Obstetrics & Gynecology”

08 março 2010
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As mulheres que tiverem uma gravidez pré-termo devem esperar pelo menos 18 meses antes de terem um novo filho, sugere um estudo publicado no “American Journal of Obstetrics & Gynecology”.

 

A “ruptura prematura das membranas”, que ocorre em cerca de 5% das gestações, trata-se de um rompimento prematuro da bolsa amniótica, antes do termo da gravidez e do início do trabalho de parto. Este é um tipo de complicação que, de acordo com os autores do estudo, é responsável por 1 em cada 4 partos prematuros. Para além de colocar a mãe e o feto em risco de infecção, é sabido que as mulheres que tiverem este tipo de complicação estão sob maior risco de o voltar a ter nas gravidezes subsequentes.

 

Por forma a investigar se o período de tempo entre duas gravidezes pode também influenciar o risco de ruptura prematura das membranas, os investigadores da Kaiser Permanente Southern California Medical Group, nos EUA, analisaram os dados de cerca de 200 mil mulheres, do estado do Missouri, que tiveram dois ou três filhos entre 1989 e 1997.

 

Os dados indicaram que cerca de 3% das mulheres negras e 1% das mulheres brancas tinham tido, na primeira ou na segunda gravidez, um parto pré-termo.

 

Os investigadores constataram que 6% das mulheres brancas que tinham tido ruptura prematura das membranas sofreram a mesma complicação na gravidez subsequente, contra 2% das mulheres que não haviam sofrido desta complicação anteriormente. Nas mulheres de raça negra, a taxa de ocorrência desta complicação foi de 10% e 4%, respectivamente.

 

O estudo revelou que o risco foi ainda maior nos casos em que as mulheres tinham engravidado novamente nos 18 meses seguintes ao parto pré-termo, tendo sido particularmente elevado nas mulheres afroamericanas. Os investigadores explicam que, em comparação com as mulheres negras que esperam pelos menos 18 meses para engravidarem de novo, as mulheres daquela raça que só esperaram entre três a seis meses apresentavam um risco nove vezes maior de terem um ruptura prematura das membranas. Nas mulheres de raça branca, esse risco triplicou.

 

Assim, os cientistas aconselham as mulheres que tiveram uma ruptura prematura das membranas a serem vigiadas de perto em futuras gestações.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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