Risco de obesidade infantil pode ser detetado ao nascimento

Estudo publicado na revista “'Plos One”

03 dezembro 2012
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Uma fórmula simples pode prever, no momento do nascimento, o risco do bebé ficar obeso durante a infância, refere um estudo publicado na revista “'Plos One”.

A fórmula estima o risco de obesidade da criança tendo por base o peso à nascença, o índice de massa corporal dos pais, o número de pessoas da
habitação, o estatuto profissional da mãe e ainda se esta fumou durante a gravidez.

 

Os investigadores School of Public Health at Imperial College London, no Reino Unido, esperam que este método seja utilizado para identificar os bebés que estão em risco e ajudar as famílias a tomar medidas preventivas para que os seus filhos não ganhem peso em demasia. Na verdade, a
obesidade, doença cada vez mais comum nos países desenvolvidos, é a principal causa da diabetes tipo 2 precoce e das doenças do aparelho circulatório.
 

Os investigadores, liderados por Philippe Froguel, desenvolveram esta fórmula utilizando dados de um estudo que envolveu a participação de
4.000 crianças finlandesas. Inicialmente começaram por analisar se o risco de obesidade poderia ser avaliado através de perfis genéticos, mas concluíram que o teste não produzia resultados precisos. Pelo contrário foi constatado que os dados não genéticos no momento do nascimento eram suficientes para prever os riscos de obesidade nas crianças.
 

“Este teste realiza-se em muito pouco tempo, não requere nenhum teste de laboratório e não envolve nenhum custo monetário. Todos os dados envolvidos são fatores de risco bem conhecidos. Contudo, é a primeira vez que estes são utilizados conjuntamente para prever o risco de um bebé se tornar obeso”, revelou, em comunicado de imprensa, Philippe Froguel.
 

“Após uma criança se tornar obesa é difícil perder peso. Desta forma, a prevenção é a melhor estratégia e deve ser iniciada o mais cedo possível. Infelizmente as campanhas de prevenção têm sido ineficazes na prevenção da obesidade em crianças em idade escolar. Ensinar os pais sobre os perigos do excesso de consumo de alimentos e dos maus hábitos alimentares na infância pode ser muito mais eficaz”, conclui o investigador.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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