Risco de morte prematura pode ser diminuído com apenas 20 minutos de exercício diário

Estudo publicado no “American Journal of Clinical Nutrition”

19 janeiro 2015
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Caminhar 20 minutos por dia pode ser o suficiente para reduzir o risco de um indivíduo morrer prematuramente, defende um estudo publicado no “American Journal of Clinical Nutrition”.
 

De acordo com investigadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, o número de mortes associadas à falta de exercício físico são o dobro das atribuídas à obesidade.
 

A inatividade física tem sido consistentemente associada a um maior risco de morte prematura, assim como está associada a um maior risco de doenças como doença cardíaca e cancro. Apesar de também poder contribuir para um aumento do Índice de Massa Corporal (IMC) e obesidade, a sua relação com a morte prematura é independente do IMC de um indivíduo.
 

De forma a medir a associação entre a inatividade física, a morte prematura e a sua interação com a obesidade, os investigadores, liderados por Elio Riboli, contaram com a participação de 334.161 indivíduos. Ao longo de uma média de 12 anos foi medida a altura, peso, perímetro da cintura e avaliados os níveis de atividade física.
 

O estudo apurou que a maior redução de risco de morte prematura ocorreu na comparação entre os indivíduos inativos e os moderadamente inativos. Os autores do estudo estimam que caminhar a um passo ligeiro durante apenas 20 minutos, queimaria entre 90 a 110 kcal, e levaria a que um indivíduo inativo fosse considerado moderadamente inativo. Nestas circunstâncias, o seu risco de morte prematura reduziria entre 16 a 30%. O impacto da prática de exercício físico foi maior nos indivíduos com peso normal, mas mesmo aqueles com um IMC mais elevado também tiveram benefício.
 

Com base nos dados de mortalidade na Europa, os investigadores estimam que 337.000 das 9,2 milhões de mortes estão associadas à obesidade. Contudo, o dobro deste número de mortes pode ser atribuído à inatividade física.
 

“A prática diária de uma pequena quantidade de exercício físico pode ter efeitos benéficos substanciais na saúde dos indivíduos que são fisicamente inativos. Apesar de termos verificado que 20 minutos podem fazer a diferença, deveríamos tentar ir mais além, na medida em que a atividade física tem muitos benefícios para a saúde e deveria ser uma parte importante da nossa vida diária”, conclui, um dos autores do estudo, Ulf Ekelun.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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