Risco de morte cardiovascular atinge 62% dos portugueses

Estudo apresentado no 6.º Congresso Português de Hipertensão

15 fevereiro 2012
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Um total de 61,9% dos portugueses apresenta risco de morte cardiovascular alto ou muito alto, de acordo com um estudo efetuado em todo o País e apresentado durante o 6.º Congresso Português de Hipertensão.

 

O estudo, que envolveu 469 médicos e 9198 participantes, teve como principal objetivo determinar qual a incidência da microalbuminúria em 9.198 participantes, 38,2% dos quais eram hipertensos, 29,8% eram hipertensos e diabéticos tipo 2, 7,3% eram diabéticos tipo 2 e os restantes 24,7% não eram hipertensos nem diabéticos.

 

O teste de microalbuminúria na urina indica as perdas para a urina da proteína albumina, existente em grande quantidade no sangue, o que torna possível determinar o risco de acidente vascular cerebral, doença cardiovascular, doenças arteriais periféricas, insuficiência cardíaca e insuficiência renal grave.

 

A investigação “comprova que, através de uma simples análise de urina, é possível obter informações fundamentais sobre o risco de doenças cardiovasculares e renal crónica”, revelaram à agência Lusa os promotores do estudo.

 

O estudo da Sociedade Portuguesa de Hipertensão em colaboração com a Sociedade Portuguesa de Diabetologia (SPD) e o laboratório farmacêutico Novartis revelou que os doentes hipertensos e diabéticos tipo 2 são aqueles que apresentaram níveis mais elevados de microalbuminúria (58,4%), seguidos pela subpopulação de diabéticos tipo 2 (50,3%) e de doentes hipertensos (49%).

 

Dos doentes hipertensos avaliados, 88,7% estavam a ser medicados mas, destes, apenas 35,5% estavam controlados, sendo que 38% estavam a tomar um único medicamento e 54,6% estavam a tomar apenas um medicamento mas deveriam estar a tomar dois.

 

Quanto aos doentes diabéticos, aqueles a quem foi detetada mais albumina na urina, apenas 36,3% estavam controlados no que respeita à tensão arterial.

 

De acordo com o trabalho, os indivíduos que não estavam controlados eram os mais obesos, com elevados níveis de colesterol e gordura no sangue e pior função do renal.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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