Risco de morte associado a diferentes medicamentos para insuficiência cardíaca é distinto

Estudo publicado na revista “JAMA”

17 janeiro 2011
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Os antagonistas dos receptores de angiotensina II (ARA II), candesartan e losartan, usados por pacientes com insuficiência cardíaca (IC) foram comparados num estudo publicado este mês na revista “JAMA”. O candesartan foi associado a um risco menor de morte num período de 1 e 5 anos.

 

Os ARA II reduzem a mortalidade cardiovascular e a hospitalização devido a insuficiência cardíaca (IC) em pacientes com IC com reduzida fracção de ejecção do ventrículo esquerdo (FEVE, uma medida da eficácia do bombeamento do ventrículo esquerdo do coração em cada contracção).

 

O estudo, liderado por Maria Eklind-Cervenka, do Departamento de Cardiologia do South Hospital, em Estocolmo, incluiu a análise dos dados de um registo sueco de doentes com IC no qual participaram 30.254 pacientes inscritos em 62 hospitais e 60 clínicas, entre 2000 e 2009. Um total de 5.139 pacientes, com média de idade de 74 anos, e em que 39 % eram mulheres, foi tratado com candesartan (n = 2.639) ou losartan (n = 2.500).

 

Os resultados da investigação demonstraram que, para os pacientes que receberam candesartan, a taxa de sobrevivência relativa a um ano foi de 90 % e de 83% para os pacientes aos quais foi administrado losartan. Após 5 anos, sobreviveram 61% e 44% dos pacientes tratados com candesartan e losartan, respectivamente. O resultado persistiu na análise estratificada.

 

Os investigadores acrescentaram que existem razões mecanicistas para acreditar que o candesartan pode ser mais eficaz que o losartan. Para além disso, os estudos com candesartan foram mais abrangentes e mais conclusivos do que os estudos com losartan.

 

“Em conclusão, os nossos resultados sugerem que candesartan está associado a uma menor mortalidade que o losartan. Entretanto, a tomada de decisões clínicas deve esperar por mais evidências de apoio a esta associação observada. Idealmente, os diferentes agentes ARA II devem ser testados em ensaios clínicos aleatórios”, concluem os investigadores em comunicado enviado à imprensa.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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