Risco de infecção pós-operatória em doentes submetidos a cirurgia de urgência

Tema debatido no Congresso Nacional de Cirurgia

09 março 2009
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Um dos temas debatidos no Congresso Nacional de Cirurgia, que decorreu na semana passada no Centro de Congressos do Estoril, foi o do risco a que os doentes que são submetidos a cirurgia de urgência estão sujeitos de desenvolverem uma infecção pós-operatória.

 

Pedro Moniz Pereira, secretário-geral da Sociedade Portuguesa de Cirurgia, explicou, em declarações à agência Lusa, que o risco de infecção decorrente de uma cirurgia existe sempre mas que ele é maior em cirurgias com uma infecção instalada, como é o caso da apendicite.

 

Na verdade, um em cada cinco doentes submetidos a uma apendicite corre o risco de contrair uma infecção pós-operatória. Contudo, nos casos de feridas sem infecção, feridas limpas, o risco diminui para cerca de 2%. A taxa de infecção das feridas cirúrgicas varia conforme o tipo de ferida: limpa, limpa contaminada e infectada.

 

O secretário-geral adiantou ainda que as práticas hospitalares actuais bem como as técnicas hoje utilizadas tendem a diminuir o risco e a obter melhores resultados do que os verificados no passado.

 

Segundo o cirurgião, esta deverá ser uma luta contínua e sem fim; no entanto, é “utópico pensar que se consegue eliminar todas as infecções nas doenças cirúrgicas ou nas cirurgias”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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