Risco de infeção para o ser humano por gripe aviária "é muito pequeno"

Defende a subdiretora geral da Saúde

03 fevereiro 2017
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O risco de infeção para o ser humano por gripe aviária "é muito pequeno", referiu a subdiretora geral da Saúde, Graça Freitas e, para acontecer, tinha que passar primeiro das aves selvagens para as domésticas. 
 
"O risco para o ser humano é muito pequeno, só muito raramente é que os vírus aviários passam a barreira das espécies e conseguem infetar os humanos", disse a responsável à Lusa, na sequência da deteção de um caso de gripe aviária no Algarve.
 
De acordo com Graça Freitas, o tipo de vírus que foi detetado numa garça-real no concelho de Loulé, o H5N8, "é um dos muitos que vive na natureza" e que se hospeda nas aves, sobretudo nas aquáticas, sendo que existem apenas três tipos de vírus da gripe que infetam habitualmente a espécie humana. 
 
"O que às vezes acontece é que [o vírus] pode passar das aves silvestres para aves domésticas e, nessa passagem, pode provocar doença e epizootias [o equivalente, na veterinária, a epidemias] nas aves domésticas", explicou, sublinhando que em Portugal "nem sequer existe esse surto nas aves domésticas". 
 
A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária confirmou na terça-feira a deteção no Algarve de uma garça-real infetada com o vírus da gripe aviária, o que levou ao aumento do nível de alerta para a doença e ao reforço das medidas de proteção e vigilância na região.
 
Foi igualmente proibido o comércio de aves em mercados rurais, largadas de pombos, de espécies cinegéticas criadas em cativeiro e caça com negaças vivas. 
 
Segundo o comunicado emitido pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), as freguesias de Almancil, em Loulé, e de Montenegro, em Faro, são consideradas zonas de restrição, sendo ali proibidas as movimentações de aves por um período de 21 dias, sem a autorização daquele organismo.
 
Nestas freguesias aplica-se ainda "a vigilância clínica a todas as explorações comerciais, de detenção caseira e de aves em cativeiro com eventual colheita de amostras".
 
Nas zonas de maior risco para a gripe aviária são ainda proibidas "as concentrações de aves de capoeira e de outras aves em mercados, espetáculos, exposições e eventos culturais nos quais se utilizem aves, incluindo soltas de pombos".
 
Nas explorações avícolas localizadas nestas zonas é proibida a manutenção de aves de capoeira ao ar livre.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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