Risco de doenças crónicas aumenta com 14 dias de inatividade

Estudo apresentado no Congresso Europeu da Obesidade 2017, Portugal

19 maio 2017
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Um novo estudo apurou que a falta de prática exercício físico durante apenas duas semanas é o suficiente para fazer aumentar o risco de doenças crónicas. 
 
O estudo conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade de Liverpool, Inglaterra, demonstrou que pessoas jovens que deixaram de praticar exercício físico moderado a vigoroso para se tornarem quase sedentárias durante 14 dias, sofreram alterações metabólicas que poderiam aumentar o risco daquele tipo de doenças.
 
Para o estudo, a equipa liderada por Dan Cuthberson, recrutaram 28 adultos saudáveis, com uma mediana de idades de 25 anos, com um Índice de Massa Corporal (IMC) médio de 25, todos fisicamente ativos, e que registavam cerca de 10.000 passos diários. 
 
Os investigadores pediram aos participantes que reduzissem em 80% os passos diários, para cerca de 1.500. Antes e após o estudo todos os participantes foram submetidos a exames médicos e usaram medidores de atividade física durante o período de estudo. Foi também pedido que fizessem um diário sobre a alimentação.
 
Durante os 14 dias os participantes reduziram a atividade física diária de 161 minutos para apenas 36 minutos. O período de sedentarismo aumentou também em cerca de 129 minutos diários. 
 
Como resultado, foi apurado que a redução na atividade física em apenas 14 dias levou à perda de massa muscular nos participantes. A massa magra total reduziu em média 0,36 kg enquanto a perda de massa magra nas pernas foi de 0,21 kg em média.
 
A falta de exercício físico durante aquele período conduziu igualmente a um aumento na gordura corporal total nos participantes, que se acumulou essencialmente na zona central, o que constitui um fator de risco significativo para as doenças crónicas.
 
A função respiratória dos jovens foi também afetada, assim como a das mitocôndrias, embora esta última tenha sido em níveis estatisticamente não significativos.
 
A equipa conclui que estes achados dão mais relevância ao quão importante é a prática regular de atividades físicas e evitar comportamentos sedentários durante largos períodos de tempo, os quais poderão trazer consequências perigosas para a saúde. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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