Risco de cancro: identificados 80 “erros” genéticos

Estudo publicado na “Nature Genetics”

02 abril 2013
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Mais de 80 “erros de ortografia genéticos” que podem aumentar risco de cancro da mama, próstata e ovários foram identificados por um consórcio de investigadores, Collaborative Oncological Gene-environment Study, com sede na União Europeia.
 

As principais conclusões desta investigação foram publicadas em cinco artigos num número especial da revista “Nature Genetics”, sobre os fatores de riscos genético para o cancro. Pela primeira vez, os investigadores dizem ter uma visão mais clara do número total de alterações genéticas que podem que estar associadas aos três tipos de cancro. Em última instância, os autores do estudo esperam ser capazes de calcular o risco individual do cancro, perceber melhor como estes cancros se desenvolvem e serem capazes de desenvolver novos tratamentos.
 

Os cinco estudos envolveram a participação de 100.000 pacientes com cancro da mama, próstata e ovário e 100.00 indivíduos saudáveis. Todos os participantes foram submetidos a uma análise genética. Foi também avaliada a composição das bases nitrogenadas A, G, C, T em 200.000 seções selecionadas da cadeia de ADN.
 

O risco de doença foi considerado relevante quando os pacientes com cancro tinham composições muito distintas daquelas encontradas nos indivíduos saudáveis. Os autores do estudo explicam que estas alterações podem ser descritas como um “erro ortográfico genético” onde, um A, G, C ou T foi substituído por outra letra. Estes erros são conhecidos por polimorfismos de nucleótido único (SNP, sigla em inglês)
 

Para o cancro da mama foram identificados 49 SNP, que é mais do dobro do número previamente encontrado. No caso do cancro da próstata foram descobertas 26 variações genéticas e no cancro dos ovários foram descobertas oito novos SNP relevantes.
 

Os investigadores também identificaram quantos SNP poderiam influenciar o risco de cancro da mama e próstata. “Agora também sabemos em que zona do genoma nos devemos focar nas investigações futuras”, revelou, em comunicado de imprensa, Per Hall do Karolinska Institutet e coordenador do consórcio.
 

“Neste momento somos capazes de utilizar o nosso conhecimento para desenvolver testes que poderão complementar o rastreio do cancro da mama e estar mais perto de conseguir ter um programa de rastreio para o cancro da próstata mais eficaz”, conclui um dos investigadores que liderou vários dos estudos, Doug Easton.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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