Risco de cancro dos raios-X inferior a 2 %
01 fevereiro 2004
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O risco de cancro dos raios-X e da tomografia axial computorizada (TAC) representa entre menos 1 e cerca de 3 por cento, indica um novo estudo que quantifica os efeitos das radiações emitidas nesses exames.Embora já se soubesse que o risco das radiações dos raios-X é pequeno, este estudo de investigadores da Universidade de Oxford e do Cancer Research U.K. constitui o esforço mais rigoroso realizado até agora para o avaliar com precisão.Os TAC são um meio de diagnóstico que combina o uso dos raios-X com computação para produzir cortes tomográficos, horizontais ou verticais, para observar melhor determinadas partes do corpo. A radiação que emitem é significativamente maior que a dos vulgares raios-X.Segundo esta nova investigação, cujas conclusões foram publicadas na revista Lancet, o risco de cancro - estimado entre 0,6 e 3,2 por cento - varia com a frequência dos raios-X e dos TAC em 15 países estudados. Peritos não envolvidos no estudo comentaram que as vantagens dos raios-X e dos TAC são muito superiores aos riscos que representam.Nos 15 países estudados, o risco de cancro associado aos raios-X é mais baixo no Reino Unido, onde são usados com menor frequência. Os cientistas estimam que 0,6 por cento do risco cumulativo de cancro em britânicos com menos de 75 anos provém da exposição aos raios-X, que representam 700 dos 124.000 diagnósticos anuais de cancro.O risco é mais alto no Japão, onde os raios-X são feitos com mais frequência e representam 3,2 por cento do risco de cancro, ou seja 7.587 casos por ano, segundo os investigadores Amy Berrington de Gonzalez, do Cancer Research U.K., e Sarah Darby, de Oxford. Nos outros países estudados (EUA, Suécia, Austrália, Canadá, República Checa, Croácia, Finlândia, Alemanha, Kuwait, Holanda, Noruega, Polónia e Suíça) o risco dos raios-X foi estimado em menos de 2 por cento.Para os autores do estudo, embora seja pequeno o risco de um indivíduo contrair cancro através dos raios-X, o seu uso generalizado significa que os riscos se traduzem num número significativo de casos. Por esse motivo, consideram que os riscos poderão diminuir se forem reduzidas as doses de radiações emitidas por cada raio-X ou TAC, bem como a frequência dos exames.Na óptica de especialistas que comentaram o estudo, o desenvolvimento de exames com menores radiações está já a reduzir os riscos e continuará a reduzi-los. Mas todos eles afirmam que tanto os médicos como os investigadores deviam evitar raios-X e TAC desnecessários.Fonte: Lusa

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