Risco de cancro da mama pode ser conhecido

Estudo publicado no “Cancer Research”

07 maio 2012
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O risco de desenvolvimento de cancro da mama pode ser conhecido anos antes da doença se desenvolver, dá conta um estudo publicado no “Cancer Research”.

 

Para o estudo os investigadores do Imperial College London, no Reino Unido, contaram com a participação de 640 mulheres com cancro da mama e 741 mulheres saudáveis. As participantes forneceram amostras de sangue, a cada três anos, antes de serem diagnosticadas com cancro. O objetivo do estudo era determinar se a metilação do ADN poderia prever o risco futuro de cancro.

 

O estudo revelou que as mulheres que apresentavam níveis mais elevados metilação em regiões de um gene conhecido por ATM tinham o dobro do risco de desenvolver cancro anos mais tarde, em comparação com as mulheres que tinham baixos níveis de metilação. Esta associação entre o nível de metilação e o risco futuro de cancro foi mais evidente para as participantes com menos de 60 anos.

 

Este é o primeiro estudo que analisa o sangue, pelo menos três anos antes do diagnóstico de cancro ser efetuado. Em alguns casos as amostras foram analisadas 11 anos antes. O estudo mostra assim que não é necessariamente o cancro ou o seu tratamento que alteram os genes.

 

Os investigadores acreditam que o risco de desenvolvimento de cancro da mama pode ser apurado com a realização deste tipo de teste sanguíneos, conjuntamente com outras ferramentas, como o perfil de risco e testes genéticos.

 

Contudo, para os autores do estudo estes resultados necessitam de ser ainda confirmados em estudos de maior dimensão e com mais genes, um só não é suficiente.

 

“Sabemos que a variação genética contribui para o risco de desenvolvimento de doença de um indivíduo. Com base nestes resultados, agora também poderemos dizer que a variação epigenética, ou o modo como os genes são modificados, também desempenha um papel importante”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, James Flanagan.

 

“Esperámos que esta investigação seja apenas o início do conhecimento de como a epigenética pode influenciar o risco de cancro da mama e que nos próximos anos possamos identificar novos genes que contribuam para o risco de desenvolvimento deste tipo de cancro. O desafio vai ser como vamos integrar toda esta nova informação nos modelos computacionais utilizados atualmente para prever o risco de cada indivíduo”, disse o investigador.

 

“Este estudo sobre a epigenética é entusiasmante pois sugere que o risco de desenvolvimento de cancro da mama pode ser decidido várias décadas antes. Se as peças forem colocadas todas juntas, podemos encontrar formas de prevenir e detetar a doença precocemente oferecendo às mulheres uma melhor possibilidade de sobrevivência”, acrescentou ainda Baroness Delyth Morgan, chefe executivo da Breast Cancer Campaign.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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