Risco de cancro colorretal: estilo de vida é fundamental

Estudo publicado na revista “Scientific Reports”

09 março 2017
  |  Partilhar:
Foi demonstrado que o estilo de vida prevalece sobre os fatores genéticos no risco de cancro colorretal 
 
Uma equipa de investigadores elaborou o primeiro modelo de risco para o cancro colorretal que combina informação genética e de estilo de vida.
 
Víctor Moreno, investigador líder do estudo e diretor do Programa de Prevenção e Controlo do Cancro do Instituto Catalão de Oncologia, explicou que “um modelo de risco é uma ferramenta matemática que nos permite prever quem é mais suscetível de sofrer de uma determinada doença, neste caso o cancro do cólon”.
 
Para o desenvolvimento do modelo de risco, os investigadores, pertencentes ao grupo de investigação do Cancro Colorretal do Instituto de Pesquisa Biomédica Bellvitge (IDIBELL) em associação com outras instituições, utilizaram dados de 10.106 participantes no estudo multicaso espanhol (“MCC Spain”), conduzido pela instituição CIBEResp. 
 
Todos os participantes foram questionados relativamente a fatores de risco conhecidos, como a alimentação, o índice de massa corporal, prática de exercício físico, consumo de álcool, histórico familiar, etc. Num subgrupo de 1.336 casos de cancro colorretal e de 2.744 controlos foram efetuadas análises ao sangue para detetar a predisposição de desenvolvimento de cancro colorretal.
 
Mediante os dados recolhidos, os investigadores concluíram que o estilo de vida exerce uma influência superior aos fatores genéticos. Foi calculado que se se alterar uma escolha de estilo de vida de risco, como por exemplo obter um peso saudável, consegue-se compensar a presença de quatro pontos de predisposição de risco genético, ou alelo de risco. 
 
“Isto é importante, se considerarmos que o estilo de vida, ao contrário dos traços genéticos, pode ser modificado, ao passo que a suscetibilidade genética é herdada dos nossos pais”, explicou Gemma Ibáñez, autora principal do estudo.
 
O trabalho dos investigadores vem assim evidenciar a importância de se melhorar o estilo de vida para reduzir o risco do cancro do cólon. Adicionalmente, o estudo sugere a utilização de uma combinação de estilo de vida e de informação genética para subdividir a população em grupos diferentes de acordo com o risco de cancro do cólon nos mesmos, o que iria aperfeiçoar o método de rastreio atualmente usado.
 
“O rastreio do cancro do cólon em pacientes sem histórico familiar é apenas baseado na idade. Se incluirmos informação sobre o estilo de vida e genética, poderemos classificar a população em grupos de maior ou menor risco, o que nos possibilitará oferecer um acompanhamento mais personalizado”, conclui Víctor Moreno. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Image CAPTCHA
Enter the characters shown in the image.