Risco de AVC é hereditário

Estudo publicado na revista “Circulation”

15 março 2010
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Se o pai teve um acidente vascular cerebral (AVC) aos 65 anos, o filho tem uma probabilidade quatro vezes maior de ter o mesmo problema quando chegar a essa idade, revela um estudo publicado na revista “Circulation”.

 

O estudo reuniu dados de 3.443 pessoas (de duas gerações) que participaram no Framingham Heart Study. Na história clínica dos progenitores destes participantes, existiam 106 casos de AVC por volta dos 65 anos. Entre os actuais participantes, 128 sofreram um AVC ao longo do estudo, que durou 40 anos.

 

Depois de terem em conta os factores de risco habituais para o AVC, os investigadores verificaram que aqueles cujo pai tinha sofrido um AVC aos 65 tinham o dobro do risco de também sofrerem da condição em qualquer idade, mas o risco quadruplicava aos 65 anos. Além disso, os cientistas também verificaram que essa relação era ainda mais acentuada entre mães e filhas.

 

Existem muitos factores de risco para o AVC, tais como hipertensão, obesidade e tabagismo, que podem ser alterados com as mudanças de conduta. Contudo, o mesmo não acontece no caso da hereditariedade.

 

Em comunicado enviado à imprensa, Sudha Seshadri, líder da equipa de investigadores da Boston University, nos EUA, refere que estes “antecedentes familiares podem ser um incentivo para que (os pacientes) façam um melhor controlo da tensão arterial e glicemia, para que deixem de fumar, realizem exercício físico e mantenham um peso saudável”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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