Risco de autismo entre irmãos é maior do que se pensava

Estudo publicado na revista “Pediatrics”

19 agosto 2011
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Os irmãos mais novos de uma criança autista têm uma maior probabilidade de também eles apresentarem a doença, aponta um estudo da Universidade da Califórnia, EUA, publicado na revista “Pediatrics”.

 

A probabilidade anteriormente estimada situava-se entre os 3 e os 10%, mas o estudo agora apresentado refere que é substancialmente maior: 18,7%.

 

Os investigadores verificaram que o risco de se diagnosticar autismo em rapazes, com irmãos mais velhos com esta perturbação, foi quase três vezes maior do que o mesmo risco em raparigas, ou seja, 26 contra 9%.

 

A taxa global de resultados referentes ao espectro do autismo para todos os participantes do estudo foi de 18,7%. No entanto, houve uma diferença significativa na taxa de recorrência da doença  considerando se a criança tinha um ou mais irmãos com autismo. Em famílias com um irmão mais velho com autismo, a taxa de incidência foi de 20,1%.

 

penas 37 dos participantes do estudo tinham mais de um irmão com autismo, mas nessas famílias, a taxa de recorrência foi 32,2%.

 

O estudo incluiu 664 pacientes, de 12 Estados dos EUA e Canadá, crianças cuja média de idade no momento da inscrição foi de 8 meses, dois terços foram recrutados antes dos 6 meses de idade. Os investigadores acompanharam o desenvolvimento dos participantes até aos 36 meses, quando foram submetidos a testes de diagnóstico para o autismo.

 

Os participantes do estudo foram testados com Autism Diagnostic Observation Schedule (ADOS), uma ferramenta de diagnóstico do autismo, e as escalas ”Mullen Scales of Early Learning”, que medem a cognição não-verbal, linguagem e capacidades motoras. Dos 664 participantes, um total de 132 crianças preencheram os critérios para uma perturbação do espectro do autismo. Cinquenta e quatro receberam um diagnóstico de transtorno autista e 78 receberam um diagnóstico de Perturbação Profunda do Desenvolvimento - Não específica , considerada uma forma mais branda de autismo.

 

Segundo a responsável do estudo, Sally Ozonoff, comparando dados de várias investigações que estudaram os irmãos de crianças autistas, estes resultados fornecem uma estimativa mais precisa da taxa de recorrência da doença em irmãos.

 

Surpreendentemente, a taxa é muito maior do que a estimada anteriormente. Isso ressalta a importante necessidade de acompanhar de perto e fazer "exames" aos irmãos para que possamos fazer intervenções o mais cedo possível de modo a garantir os melhores resultados", observa a responsável do estudo, professora de psiquiatria e ciências comportamentais.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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