Risco de autismo em bebés: desenvolvida terapia que envolve pais

Estudo publicado na revista “Journal of Child Psychology and Psychiatry”

13 abril 2017
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Um novo estudo demonstrou uma redução na severidade dos sintomas de autismo em bebés, através de um programa de intervenção com vídeos de feedback aos pais.
 
O estudo desenvolvido por uma equipa de investigadores liderada por Jonathan Green, da Universidade de Manchester, em colaboração com a equipa de Mark Johnson da Universidade de Birbeck, equipas do King’s College de Londres e do Hospital Pediátrico Evelina de Londres, Inglaterra, teve como objetivo reduzir os sintomas mais precoces do autismo, como a redução no interesse social e ausência que poderão estar presentes no bebé com um ano de idade e diminuir a propensão de a criança vir a desenvolver as dificuldades associadas ao autismo.
 
Para o estudo, a equipa trabalhou com bebés no seu primeiro ano de vida, de 54 famílias, e que tinham um irmão diagnosticado com autismo, apresentando, portanto, um maior risco de desenvolverem a doença. Os investigadores utilizaram uma versão adaptada de um vídeo do programa de interação para promover uma parentalidade positiva (iBASIS-VIPP, nas suas siglas em inglês).
 
Os investigadores alocaram 28 das 54 famílias para receberem um mínimo de seis visitas ao domicílio de um terapeuta que utilizou feedback através de vídeo para ajudar os pais a compreenderem e a responderem ao estilo de comunicação individual do bebé de molde a melhorar a sua atenção, comunicação, desenvolvimento inicial da linguagem e envolvimento social.
 
Os bebés tinham nove meses de idade no início do estudo e receberam a intervenção durante cinco meses. Foram avaliados no fim da intervenção, aos 15 meses, aos 27 meses e aos 39 meses de idade.
 
Foi observado um melhoramento nos comportamentos precoces associados ao autismo nos bebés que receberam a intervenção, em comparação com os que não a receberam. O tratamento exerceu também um impacto positivo nas interações pai-filho.
 
Apesar dos resultados encorajadores, os autores ressalvam que estes não podem ser conclusivos devido ao número reduzido de participantes. No entanto, se se mantiverem em estudos de maior escala, este método poderá possuir um grande potencial de uso por famílias que tenham um filho com risco genético de autismo ou a partir da primeira vez em que detetem sinais de possível autismo no bebé. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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