Risco de alimentos transgénicos no mercado «é improvável»

OMS tranquiliza consumidores

16 Outubro 2002
  |  Partilhar:

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera "improvável" que os alimentos geneticamente modificados (GM) actualmente no mercado apresentem qualquer risco para a saúde humana, segundo um documento divulgado esta semana.
 

 

O documento, a que a Agência Lusa teve acesso, procura responder às dúvidas mais frequentes de governos e consumidores sobre estes alimentos.
 

 

O relatório sublinha "a necessidade de avaliar os alimentos transgénicos e a sua inocuidade caso a caso", tornando impossível qualquer afirmação geral sobre o assunto.
 

 

Ainda assim, a OMS sublinha que, com base nos testes até agora realizados, "foi impossível demonstrar que o consumo de alimentos transgénicos tenha tido o menor efeito prejudicial para a saúde das populações nos países onde foram homologados".
 

 

No entanto, a Organização compromete-se a desempenhar "um papel activo" neste domínio, para garantir que a saúde pública tire o melhor partido das novas tecnologias e que o consumo de alimentos transgénicos não tenha efeitos nocivos no homem.
 

 

A União Europeia tem sido especialmente avessa a este tipo de alimentos e, em 1998, aprovou uma moratória de quatro anos que proíbe a introdução de novos organismos geneticamente modificados no espaço comunitário.
 

 

Apesar de até ao final do ano dever ser aprovada uma nova directiva sobre organismos GM, uma reunião dos ministros da Agricultura dos Quinze terminou segunda-feira sem qualquer acordo nesta matéria.
 

 

Uma comissão conjunta da OMS e da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação), a Codex, está entretanto encarregada de compilar os standards, códigos de conduta, directivas e recomendações sobre alimentos GM de forma a construir um código alimentar de conduta, que deverá estar concluído em Julho de 2003.
 

 

De acordo com um relatório divulgado em Janeiro pelo International Service for the Acquisition of Agri-Biotech Applications (ISAAA), a área cultivada com plantas geneticamente modificadas aumentou 20 por cento em 2001, uma tendência que se manterá em 2002, apesar da resistência dos consumidores de algumas zonas do globo, como a Europa.
 

Os agricultores plantaram cerca de 52 milhões de hectares de plantas geneticamente modificadas em 2001, mais 8 milhões que no ano anterior.
 

 

Para 2002, o relatório do ISAAA previa um crescimento de 10 por cento na superfície cultivada com plantas geneticamente modificadas.
 

 

Os EUA são claramente o país que lidera o processo (35 milhões de hectares de plantações GM em 2001) mas existem mais doze onde já se cultivam transgénicos: Argentina (11,7 milhões), Canadá (3,2 milhões), China, Bulgária, Austrália, África do Sul, Roménia, França, Espanha, Uruguai, México e Ucrânia.
 

 

Fonte: Lusa
 

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.