Risco de acidente vascular cerebral é maior nas mulheres

Declarações da coordenadora do Núcleo de Estudos da Doença Vascular Cerebral

28 novembro 2014
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O risco de acidente vascular cerebral (AVC) é maior nas mulheres do que nos homens, refere a coordenadora do Núcleo de Estudos da Doença Vascular Cerebral (NEDVC), Maria Teresa Cardoso, a qual defende a implementação de “estratégias preventivas adequadas”.
 

De acordo com a especialista, essas estratégias, passam pelo “controlo da pressão arterial, deteção e tratamento dos casos de fibrilhação auricular e promoção de um estilo de vida saudável”.
 

Maria Teresa Cardoso falava a propósito do 15.º Congresso do Núcleo de Estudos da Doença Vascular Cerebral da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, que decorrerá hoje e amanhã, no Porto, e que terá como tema central a prevenção do acidente vascular cerebral (AVC) na mulher. “O AVC na mulher terá especial destaque devido ao grande impacto negativo na mulher e na sociedade”, disse à agência Lusa a especialista.
 

Ao longo da vida, “a mulher tem um risco de AVC superior ao do homem. O predomínio do acidente vascular cerebral nas mulheres é explicável, em parte, pelo envelhecimento da população e pela maior esperança de vida. As mulheres têm mais probabilidade de enviuvar e viverem sós antes do AVC e, assim, de serem institucionalizadas após a doença, tendo uma pior recuperação relativamente aos homens”, explicou a especialista.
 

Maria Teresa Cardoso acrescentou que “a mortalidade por AVC na mulher acima dos 75 anos é também superior à do homem. Em suma, as mulheres são as mais afetadas, particularmente em idades avançadas. É fundamental ter consciência desta realidade e implementar estratégias preventivas adequadas, incidindo especialmente no controlo da pressão arterial, na deteção e tratamento dos casos de fibrilhação auricular e na promoção de um estilo de vida saudável”.
 

Um ponto alto deste congresso será a atribuição do prémio “AVC e Investigação Clínica”, que consiste num estágio de três meses numa instituição em Oxford, Inglaterra, e o prémio “AVC e Investigação Básica”, um estágio de três meses em Santiago de Compostela, Espanha.
 

Para Maria Teresa Cardoso “estes incentivos à investigação são fundamentais para um conhecimento aprofundado das especificidades do AVC na população portuguesa, para uma uniformização de atitudes diagnósticas terapêuticas e de prevenção adaptadas à nossa realidade, para que possamos prevenir este flagelo, diagnosticar cada vez com maior rapidez e tratar com a máxima eficácia este problema que continua a matar 35 portugueses por dia”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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