Risco da colonoscopia aumenta com idade e doença

Estudo publicado nos "Annals of Internal Medicine"

23 junho 2009
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O uso da colonoscopia para o rastreio do cancro do cólon poderá envolver riscos elevados para alguns pacientes idosos, revela um estudo publicado nos “Annals of Internal Medicine”.

 

De todos os métodos de rastreio utilizados para o cancro do cólon, a colonoscopia é considerado o método de referência, pois não só identifica como também remove lesões cancerosas e pré-cancerosas. No entanto, para alguns pacientes idosos, os riscos associados a este método, como hemorragias, perfuração do cólon e problemas cardíacos, apesar de baixos, poderão ultrapassar os seus benefícios.

 

Para o estudo, os investigadores do U.S. National Cancer Institute analisaram os dados de 5.3220 beneficiários de uma seguradora que tinham realizado colonoscopia entre os anos de 2001 e 2005, os quais foram emparelhados com outro grupo de beneficiários que não tinham sido submetidos a este exame. Os investigadores também analisaram os problemas resultantes do procedimento, que incluíram hemorragias, perfuração do cólon e problemas cardíacos.

 

Os cientistas verificaram que, em comparação com aqueles que não tinham realizado colonoscopia, os pacientes que tinham sido submetidos a este procedimento tinham um maior risco de experienciarem os seus efeitos adversos. Para além disso, foi também constatado que os efeitos adversos aumentavam com a idade: quando comparados com os pacientes com idades compreendidas entre os 66 e os 69 anos, os indivíduos com idade superior a 80 anos tinham um risco duas vezes aumentado de sofrerem consequências adversas do procediemnto.

 

O estudo revelou ainda que os pacientes aos quais tinha sido removido um pólipo durante o procedimento tinham um maior risco de sofrerem dos efeitos adversos do que os que não tinham sido polipectomizados. Por outro lado, os pacientes com história de acidente vascular cerebral (AVC), de doença pulmonar obstrutiva crónica, de fibrilhação arterial, de insuficiência cardíaca congestiva ou com múltiplas condições crónicas tinham um maior risco de ter hemorragias ou perfuração do cólon.

 

Em declarações ao sítio Healthday, a líder da investigação, Joan L. Warren, sugeriu a realização de procedimentos menos invasivos, como a pesquisa de sangue oculto nas fezes, para os pacientes com factores de risco para colonoscopia.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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