Rinossinusite afecta um quinto dos portugueses

Estudo da Sociedade de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-facial

28 janeiro 2010
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Um quinto dos portugueses sofre de rinossinusite, um problema que afecta mais as mulheres, revela um estudo realizado junto de 1.200 utentes de 40 Centros de Saúde e divulgado pela Sociedade de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (SPORL).

 

O estudo, que envolveu 1.201 utentes de 40 centros de saúde de vários pontos do país, pretendeu determinar, pela primeira vez, a prevalência da rinossinusite em Portugal e de que forma os centros de saúde abordam a doença, que afecta 13,7% dos portugueses.

 

Segundo o estudo, a rinossinusite é mais frequente nas mulheres, na faixa etária dos 30-39 anos e acima dos 60 anos, sendo que, em termos geográficos, a prevalência desta doença é maior na zona de Lisboa e Vale do Tejo.

 

O estudo concluiu também que existe um desfasamento entre as orientações internacionais para o diagnóstico da doença e aquilo que é a prática clínica nos centros de saúde.

 

Segundo o coordenador do estudo, Ezequiel Barros, "um dos maiores equívocos deve-se à sobrevalorização do raio X como meio de diagnóstico complementar". "Concluímos que em 75% dos casos se utilizam meios de diagnóstico complementar, nomeadamente o raio X, numa fase precoce da doença. Estes meios são utilizados muito além das recomendações", apontou.

 

A rinossinusite é uma conjunção de dois problemas, a sinusite e a rinite, com a inflamação dos seios perinasais acompanhada de inflamações prévias ou simultâneas da cavidade nasal.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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