Rim desenvolvido em laboratório

Estudo publicado na “Nature Technology”

17 abril 2013
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Investigadores americanos desenvolveram, em laboratório, um rim que foi implantado com sucesso em animais, dá conta um estudo publicado na revista “Nature Technology”.
 

“O que é único nesta experiência é que a arquitetura nativa do órgão foi preservada, assim o excerto resultante pode ser transplantado da mesma forma que o rim de um dador que se liga ao sistema vascular e urinário do recetor”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Harald Ott.
 

De acordo com o investigador, caso esta tecnologia possa ser alargada aos excertos humanos, os pacientes que sofrem de insuficiência renal e que se encontram atualmente em lista de espera ou que não são candidatos ao transplante podem teoricamente receber órgãos novos derivados das suas próprias células.
 

Os investigadores do Massachusetts General Hospital, nos EUA, dividiram o estudo em duas partes. Em primeiro lugar obtiveram uma estrutura de suporte viável para posteriormente criar um órgão funcional.
 

Numa primeira fase as células vivas do dador foram removidas, deixando uma estrutura de colagénio 3D, com o tamanho e forma corretos, tendo a arquitetura complexa do órgão permanecido intacta. Posteriormente os investigadores introduziram nessa estrutura os tipos de célula apropriados, células humanas endoteliais para substituir o sistema vascular e células de rim de ratos recém-nascidos para tornar o tecido renal funcional. Esta estrutura foi colocada num bioreator durante 12 dias.
 

Os rins desenvolvidos foram posteriormente transplantados para ratinhos, aos quais um dos rins tinha sido retirado. Os órgãos desenvolvidos começaram a produzir urina, desde o momento em que o fornecimento de sangue foi restaurado. Foi verificado que a função global dos órgãos regenerados foi significativamente menor à encontrada nos órgãos saudáveis. Uma questão que, na opinião dos investigadores pode ser atribuída à imaturidade das células neonatais utilizadas para repopular a estrutura de colagénio.
 

“O aperfeiçoamento do tipo de células utilizadas e uma maturação adicional no meio de cultura podem ajudar na obtenção de um órgão mais funcional. Com base nestes resultados, esperamos que estes rins desenvolvidos permitam, um dia, substituir totalmente a função renal, tal como os rins doados o fazem”, conclui o investigador.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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