Revista Science elege nanocircuitos como o maior avanço científico de 2001
21 dezembro 2001
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A tecnologia que permite desenvolver nanocircuitos, circuitos de computadores um milhão de vezes mais pequenos que um milímetro, foi eleita pela revista Science como o maior avanço científico em 2001.
 

 

Se se pensar que uma cabeça de alfinete mede aproximadamente um milímetro, compreende-se que as dimensões onde se movem os "nanocientistas" são quase inimagináveis para o cérebro humano.
 

 

A prestigiada revista, que todas as sextas-feiras publica as investigações mais prestigiadas que se realizam em todo o mundo, destacou outros desenvolvimentos em campos tão variados como a microbiologia, a cosmologia ou a medicina.
 

 

A descoberta do importante papel do ARN (ácido ribonucleico) na actividade dos genes e enzimas, a confecção de medicamentos inteligentes ou a resolução do problema relacionado com os neutrinos do Sol contam-se entre os avanços destacados este ano.
 

 

Mas sobre todos eles, a Science sublinha a aplicação da tecnologia do "infinitamente pequeno" aos circuitos computacionais.
 

 

Os nanocircuitos são circuitos electrónicos compostos por transístores, cabos e interruptores, mas fabricados em dimensões miniaturizadas ao limite.
 

 

Em 2001 foram várias as equipas de cientistas que conseguiram ligar os componentes de circuitos electrónicos em nanoescala e que realizaram, pela primeira vez, operações de computação básica.
 

 

Em tamanho mini
 

 

Os nanocircuitos são apenas uma aplicação da chamada nanotecnologia, um universo que se poderia chamar do "infinitamente pequeno", já que neste mundo um grão de areia seria semelhante a uma montanha e um cabelo a um tronco de árvore centenária.
 

 

Por nanociência compreende-se o estudo (e possível desenvolvimento) de matéria, viva e não-viva, de tamanho inferior a um micrómetro (mil vezes mais pequeno que um milímetro e um milhão de vezes mais pequeno que o metro) e superior a um nanómetro, que por sua vez é mil vezes menor que o micrómetro.
 

 

A Science destacou ainda a importância da publicação do Mapa do Genoma Humano por duas equipas científicas, uma da empresa norte-americana de biotecnologia Celera Genomics e outra do Instituto Nacional de Investigações do Genoma Humano dos Estados Unidos.
 

 

As descobertas acerca do papel que têm os sinais moleculares no funcionamento dos neurónios foram também sublinhadas neste balanço de 2001.
 

 

Também a criação de medicamentos desenhados para atacar directamente os problemas bioquímicos provocados por alguns tipos de cancro constituíram, na opinião da Science, "um avanço revolucionário na medicina".
 

 

Fonte: Lusa
 

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