Revista “Lancet” analisa posição do Papa sobre uso de preservativo

Editorial tece duras críticas

04 fevereiro 2008
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A revista médica britânica “The Lancet” critica, no editorial da semana passada, o Papa Bento XVI por não modificar a oposição da Igreja relativamente ao uso de preservativos para impedir a infecção pelo vírus da SIDA.
 

 

Apesar de ter pedido ao Conselho Pontifício sobre Cuidados Pastorais de Saúde que efectuasse um estudo científico, técnico e moral sobre a prevenção da SIDA, o Papa não alterou a sua postura, refere a revista.
 

 

Este Papa "conservador também reafirmou a firme oposição da Igreja ao aborto", adianta a revista, que elogia, em contrapartida, o facto de o Vaticano ter patrocinado em 2006 uma conferência científica sobre alterações climáticas.
 

 

No editorial, a revista refere que nem todos os 1.100 milhões de católicos estão de acordo com as posições do Papa em assuntos como a ciência e a saúde. O editorial destaca, por isso, o exemplo positivo do cardeal Carlo Maria Martini, um dos nomes mais falados para futuro Papa após a morte de João Paulo II, em 2005.
 

 

Martini expressou o seu apoio ao uso de preservativos para combater a SIDA e reconheceu que a legalização da Interrupção Voluntária da Gravidez teve um efeito positivo ao reduzir o número de interrupções ilegais da gravidez.
 

 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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