Retrovírus, o alvo a abater

Conferência em Boston analisa o que está por detrás da Sida e Ébola

10 fevereiro 2003
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Traduzir em aplicações médicas a investigação que se faz nos laboratórios é o objectivo da 10/a conferência mundial anual sobre retrovírus, o «inimigo» escondido por detrás da sida e do Ébola.
 

 

A conferência, dedicada ao tema dos retrovírus e infecções oportunistas, começa hoje, dia 10, e termina dia 14 de Fevereiro em Boston (Massachusetts) e vai reunir cerca de 400 especialistas mundiais.
 

 

Os vírus são como «envelopes» de proteínas carregados de material genético e que necessitam de entrar em células vivas para se reproduzirem.
 

 

Os retrovírus são um tipo particular de vírus, que se distinguem por terem uma enzima especial (transcriptase reversa) que permite fabricar uma molécula de ADN (ácido desoxirribonucleico, o «portador» das informações genéticas) a partir do ARN (ácido ribonucleico, o «tradutor» dessas informações), um ácido nucleico mais simples.
 

 

Os retrovírus mais conhecidos são o HIV (vírus da imunodeficiência humana), causador da sida, e o Ébola, que provoca a infecção hemorrágica com o mesmo nome. Ambos são fatais e ainda não têm cura ou vacina.
 

 

No caso específico do HIV, que estará no centro da discussão em Boston, este infecta, sobretudo, dois tipos de células responsáveis pela resposta imunitária contra agentes patogénicos: os macrófagos e os linfócitos T CD4+ (CD4 é uma proteína celular que está presente na superfície de algumas células humanas).
 

 

Normalmente, nos estados avançados da infecção os indivíduos são atacados por uma série de agentes patogénicos "oportunistas", que em pessoas não infectadas pelo HIV são facilmente controlados pelo sistema imunitário.
 

 

As infecções oportunistas serão um dos grandes temas em debate na 10/a conferência anual mundial sobre retrovírus, a par de outros assuntos como a terapia antirretroviral, a resistência aos medicamentos contra o HIV ou a investigação no campo das vacinas.
 

 

Por enquanto, os medicamentos antirretrovirais continuam ser a forma mais eficaz de combater o HIV, já que são compostos químicos que contrariam, especificamente, a actividade de duas proteínas indispensáveis à produção de partículas virais infecciosas.
 

 

Fonte: Lusa
 

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