Retrato português das operadoras de caixa

Profissionais têm quotidiano «difícil e extenuante»

23 janeiro 2004
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Tem menos de 30 anos, uma proveniência familiar e social de «origem popular» e uma trajectória escolar marcada «pelo absentismo, insucesso e, no limite, pelo abandono precoce» do sistema de ensino. É este o retrato-«robot» da operadora de caixa de um hipermercado.Cumpre tarefas rotineiras e desqualificadas, recebe um ordenado baixo e trabalha em condições precárias. É ela quem assegura a totalidade das responsabilidades domésticas - nos dias de folga, chega a preparar refeições para toda a semana, com as crianças agarradas à barra da saia. Em traços gerais, são estas as conclusões a que chegou a socióloga Sofia Alexandra Cruz, que analisou o trabalho das operadoras da linha de caixa de uma grande superfície localizada em Lisboa. A investigação, realizada em 2000 no âmbito de uma tese de mestrado, deu origem ao livro «Entre a Casa e a Caixa - Retrato de Trabalhadoras na Grande Distribuição» (Edições Afrontamento), que é hoje apresentado na Livraria Leitura/Árvore, no Porto.Fonte: Público

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