Retinopatia diabética: novos pontos de intervenção

Estudo publicado na revista “PLOS ONE”

16 janeiro 2014
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Investigadores americanos descobriram que a cascata de eventos que antecedem o aparecimento da retinopatia diabética, uma das principais causas de cegueira no mundo, necessita da presença concertada de dois intervenientes, dá conta um estudo publicado na revista “PLOS ONE”.
 

Na presença de elevados níveis de glucose há uma produção excessiva de espécies reativas de oxigénio (ROS, sigla em inglês), aos quais as células da retina são particularmente vulneráveis. Na verdade, quando a retina é bombardeada pelas ROS, são despoletados eventos que destroem os vasos sanguíneos saudáveis e a visão é afetada.
 

Os investigadores da Universidade de Georgia Regents, nos EUA, já tinham anteriormente descoberto que as ROS produzidas pelos leucócitos, bem como pelas células da retina eram as principais responsáveis pelo aparecimento da retinopatia diabética. Contudo, ainda não tinham descoberto quais tinham maior relevância.
 

Assim neste estudo os investigadores utilizaram ratinhos que não tinham capacidade de produzir ROS pelas células da retina ou pelos leucócitos. Foi verificado que a presença das ROS produzidas pelos dois tipos de células era essencial para que os danos ocorressem. “É uma cascata que necessita da participação dos dois intervenientes (…)”, revelou, em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Ruth Caldwell.
 

De acordo com o primeiro autor do estudo, Modesto Rojas, estes resultados fornecem assim dois novos alvos terapêuticos.
 

Apesar de o bloqueio da produção de ROS por parte das células da retina ser difícil, já existem fármacos que reduzem a ativação dos leucócitos. Os investigadores acrescentaram que para além de estas células estarem envolvidas na produção de ROS, também aderem às paredes dos vasos sanguíneos na retina.
 

Na verdade, um estudo publicado na mesma revista, no ano passado, revelou que o fator inibidor de um tipo de leucócitos, os neutrófilos, era capaz de bloquear as lesões vasculares que são uma característica da retinopatia diabética, sem alterar a imunidade dos ratinhos diabéticos  
 

Os investigadores planeiam agora testar novos fármacos em modelos animais, assim como aprender mais sobre a forma como as ROS causam os danos colaterais que podem destruir a visão.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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