Retinopatia da prematuridade atinge o,5% dos bebés

Dados da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia

15 novembro 2013
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A retinopatia da prematuridade (RP), uma doença que afeta a retina em desenvolvimento, atinge essencialmente os recém-nascidos de muito baixo peso, segundo a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO).
 

“Inicialmente a RP caracteriza-se pela paragem do desenvolvimento normal da rede de vasos da retina e numa segunda fase pelo aparecimento de vasos anormais que, progredindo em direção interior do globo ocular (vítreo), levam ao descolamento da retina e à cegueira numa percentagem significativa destas crianças”, referiu em comunicado o coordenador do Grupo de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo da SPO, Paulo Vale.
 

O especialista refere que “atualmente, a incidência da RP é de aproximadamente 50% nos recém-nascidos de muito baixo peso (RNMBP), representando estes 1% do total de nascimentos. A RP é a primeira causa evitável de cegueira infantil nos países desenvolvidos, correspondendo a 14% das causas de baixa visão”. Com os avanços na área da neonatologia, que têm permitido a sobrevivência de prematuros de mais baixo peso e menor tempo de gestação, a incidência da RP tem-se mantido estável”.
Apenas uma pequena parte das crianças com RP necessita de tratamento, uma vez que na maioria dos casos, esta doença acaba por regredir espontaneamente. Atualmente, o tratamento é feito com laser e nas 48 horas após o diagnóstico da doença pré-limiar de alto risco.
 

De acordo com o comunicado enviado pela Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, a prevenção desta patologia tem por base o rastreio da RP segundo protocolos internacionais bem estabelecidos. “É absolutamente necessária a existência de oftalmologistas com experiência na utilização da oftalmoscopia indireta e sua utilização em neonatologia, capazes de reconhecer a localização e sinais progressivos da RP e identificar com a máxima acuidade os candidatos ao tratamento num vasto grupo de RP em risco”, defende o coordenador do grupo de oftalmologia pediátrica.
 

O presidente da SPO, Paulo Torres, considera que “o rastreio e tratamento atempados visam evitar no imediato a evolução desfavorável da RP, que leva ao descolamento da retina e à cegueira.
 

Contudo, é frequente haver, apesar da evolução favorável da RP, complicações futuras, tais como miopia, ambliopia, estrabismo, descolamento da retina, pelo que a SPO considera a RP uma doença para a vida, recomendando assim um seguimento oftalmológico regular das crianças e adultos prematuros”.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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