Retinoblastoma é o tumor ocular mais comum em crianças

Dia Mundial de Luta contra o Cancro

04 fevereiro 2016
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O retinoblastoma é um tumor ocular maligno que tem origem nas células imaturas da retina cujo diagnóstico e tratamento atempados são essencial, lembra a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia no dia em que se assinala o Dia Mundial de Luta contra o Cancro.
 

“Quando é tratado numa fase em que ainda está confinado ao globo ocular, a taxa de sobrevivência é superior a 95%, mas cai de forma abrupta quando o tumor invade estruturas à volta do olho (órbita) ou desenvolve metástases à distância, podendo levar à morte”, explicou Guilherme Castela, oftalmologista da SPO.
 

De acordo com o comunicado de imprensa enviado à ALERT, o diagnóstico atempado deste tipo de tumor também é importante porque pode evitar a necessidade de retirar o olho e permitir que as crianças não percam a visão completamente.
 

Em 90% dos casos o tumor manifesta-se antes dos 5 anos, sendo a idade média de diagnóstico os 12 meses nos casos bilaterais e 24 meses nos unilaterais. Este tipo de tumor afeta mais frequentemente um olho - unilateral - (75% dos casos), mas também pode ser bilateral e até trilateral, se chegar à região cerebral da glândula pineal.
 

Os retinoblastomas podem ser hereditários sendo por isso importante o estudo genético das famílias, refere o médico.
 

A principal manifestação clínica deste tumor é a Leucocória (pupila branca) que ocorre em 60% dos casos. O oftalmologista explica que “o tumor cresce dentro do olho e apresenta um reflexo branco que se vê pela pupila. Este reflexo também pode aparecer nas fotografias com flash, deixando de aparecer o típico «olho vermelho». Nestes casos chama-se fotoleucocória”.
 

A pesquisa do reflexo vermelho é a forma mais eficaz para diagnosticar precocemente este tumor. Guilherme Castela aconselha que esta pesquisa seja realizada por todos os pediatras e oftalmologistas. “Todas as crianças devem ser rastreadas desde que nascem e pelo menos até aos 5 anos de idade”, diz Guilherme Castela.
 

Outra forma de apresentação menos frequente é o estrabismo convergente (desvio do olho para dentro) que pode ocorrer em 20 por cento dos casos.
 

O tratamento do retinoblastoma pode ser sistémico (quimioterapia e radioterapia), mas cada vez mais, com a evolução dos tratamentos, se utilizam tratamentos locais no olho.

 

No nosso país registam-se cerca de 10 novos casos por ano de retinoblastoma, cuja incidência ronda 1/18.000 crianças. Este tumor representa 3% de todos os tumores em crianças até aos 15 anos de idade e não apresenta predileção por género ou raça.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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