Retina biónica permite a cegos voltar a ver luz
08 maio 2002
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Um microprocessador implantado sob a retina de seis cegos permitiu-lhes voltar a ver luz e, em certos casos, distinguir formas, segundo um dos inventores desta tecnologia biónica apresentada num congresso de oftalmologia nos Estados Unidos.
 

 

A biónica é uma disciplina que condensa os conhecimentos da biologia com os desenvolvimentos da electrónica.
 

 

O implante é constituído por um microprocessador do tamanho da cabeça de um alfinete, com capacidade para converter a luz num sinal eléctrico enviado ao cérebro pelo nervo óptico.
 

 

As seis pessoas que receberam o implante constataram uma melhoria substancial da visão, segundo os resultados dos testes clínicos, anunciados dois anos depois da colocação destes microprocessadores sob a retina dos doentes com retinite pigmentar.
 

 

Esta técnica é uma fonte de esperança para as pessoas atingidas por esta doença, que provoca a degenerescência da retina e outros problemas na visão.
 

 

O método, apresentado por Alan Chow, consiste em efectuar três pequenas incisões cirúrgicas no branco do olho, permitindo aspirar o corpo vítreo (espécie de gelatina que sustenta o globo ocular) e substituí-lo por uma solução salina para manter a pressão interna do olho.
 

 

O cirurgião realiza em seguida uma abertura na retina, pela qual injecta igualmente uma solução salina para descolar a retina do fundo do olho e criar uma pequena bolsa onde é inserido o microprocessador.
 

 

Finalmente, o cirurgião introduz ar na parte central do olho, forçando a retina a recuar e a cobrir o implante.
 

 

A operação completa dura cerca de duas horas e pode ser efectuada em cirurgia ambulatória, precisou Chow.
 

 

Nos dois anos que duraram os testes clínicos não foi detectado qualquer caso de rejeição ou infecção, segundo o médico que apresentou os seus trabalhos no congresso realizado em Fort Lauderdale (Florida).
 

 

No entanto, a durabilidade e fiabilidade a longo termo deste método, denominado Retina Artificial de Silicone, ainda não são conhecidos, advertiu o oftalmologista, da empresa Optobionics, sedeada em Wheaton (Illinois).
 

 

Fonte: Lusa
 

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