Resveratrol pode ajudar no tratamento do cancro

Estudo publicado no “Journal of Controlled Release”

21 julho 2015
  |  Partilhar:

O resveratrol e quercetina, dois polifenois que têm sido alvo de estudo devido às suas propriedades benéficas para a saúde, podem em breve estar na base de um novo e importante tratamento contra o cancro, dá conta um estudo publicado no “Journal of Controlled Release”.
 

O resveratrol, um poderoso antioxidante encontrado no vinho tinto e outros alimentos, tem recebido muita atenção devido a uma possível explicação para o "paradoxo francês", uma baixa incidência de doenças cardiovasculares, apesar de a adoção de uma dieta muito rica em gordura.
 

No estudo os investigadores da Universidade do Estado de Oregon, nos EUA, desenvolveram um sistema que aumenta a biodisponibilidade destes compostos no organismo através de copolímeros, que os tornam solúveis em água e permite que estes sejam injetados na corrente sanguínea. Desta forma, é possível obter níveis bastante mais elevados do que os conseguidos através da dieta ou consumo oral.
 

De acordo com os investigadores, o resveratrol e a quercetina parecem reduzir a toxicidade cardíaca de um fármaco anticancerígeno amplamente utilizado, a adriamicina. Apesar de este fármaco ser altamente eficaz no tratamento dos linfomas, cancro da mama, ovário e outros tipos de cancro, apenas pode ser utilizado um número limitado de vezes devido à sua toxicidade.
 

Contudo, a coadministração da adriamicina com os polifenóis poderá permitir uma utilização mais extensiva deste fármaco e também melhorar a sua eficácia, além de, por outro lado, demonstrar as propriedades anticancerígenas dos polifenois.
 

“Isto tem um grande potencial para melhorar o tratamento cancerígeno quimioterápico”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Adam Alani.
 

Os investigadores constataram, através de estudos in vivo e in vitro, que a coadministração de níveis elevados de resveratrol e quercetina reduziu significativamente a toxicidade da adriamicina. Verificou-se ainda que os polifenois têm um efeito sinergístico que aumenta a eficácia do fármaco ao sensibilizar as células cancerígenas para o efeito da adriamicina.
 

De acordo com o investigador, em estudos futuros poderá ser possível demonstrar que estes compostos são capazes de eliminar completamente a cardiotoxicidade da adriamicina, dado que eliminam os radicais livres tóxicos produzidos pelo fármaco. Adam Alani acrescenta ainda que a administração destes polifenois podeter valor terapêutico em si ou em combinação com uma vasta gama de fármacos quimioterápicos.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.