Resveratrol pode ajudar na prevenção do declínio da memória associado à idade

Estudo publicado na revista “Scientific Reports”

09 fevereiro 2015
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Um composto encontrado em alimentos como uvas pretas e amendoins pode ajudar a prevenir o declínio da memória associado à idade, sugere um estudo publicado na revista “Scientific Reports”.
 

Há já algum tempo que os investigadores da Universidade do Texas, nos EUA, têm vindo a estudar os potenciais benefícios do resveratrol, um antioxidante encontrado na pele das uvas pretas, assim como vinho tinto, amendoins e em alguns frutos vermelhos.
 

O resveratrol tem sido amplamente elogiado devido ao seu potencial efeito na prevenção da doença cardíaca, mas os investigadores, liderados por Ashok K. Shetty, acreditam que esta substância pode também ter efeitos benéficos no hipocampo, uma zona do cérebro fundamental para funções como a memória, aprendizagem e humor.
 

Uma vez que tantos os humanos como os animais apresentam um declínio das capacidades cognitivas após a meia-idade, na opinião dos investigadores estes achados podem ter implicações importantes no tratamento da perda de memória nos idosos. O resveratrol pode ainda ser capaz de ajudar as pessoas que sofrem de doenças neurodegenerativas graves, como a doença de Alzheimer.
 

O estudo apurou que o tratamento com resveratrol tinha aparentemente efeitos benéficos na aprendizagem, memória e humor de ratinhos envelhecidos.
 

Adicionalmente, foi apurado que apesar de a capacidade de aprendizagem espacial se ter mantido nos ratinhos que não foram tratados com resveratrol, a sua capacidade de produzir novas memórias espaciais diminuiu significativamente entre os 22 e 25 meses. Contrariamente, a memória e a aprendizagem espacial melhorou nos ratinhos tratados com resveratrol.
 

Os investigadores apuraram que a neurogénese, ou seja, o crescimento e desenvolvimento de neurónios, tinha duplicado nos ratinhos tratados com resveratrol comparativamente com os ratinhos incluídos no grupo de controlo. Os animais tratados apresentavam também melhorias na microvasculatura, indicador de melhorias no fluxo sanguíneo, e apresentavam ainda níveis mais baixos de inflamação crónica no hipocampo.
 

"O estudo fornece evidências de que o tratamento com resveratrol no final da meia-idade pode ajudar a melhorar a memória e o humor na velhice", conclui o investigador.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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