Ressonância magnética pode detectar risco de transtorno obsessivo-compulsivo

Estudo publicado na revista científica “Brain”

27 novembro 2007
  |  Partilhar:

 

Investigadores da University of Cambridge, na Grã-Bretanha, descobriram que o exame de Ressonância Magnética (RM) do cérebro pode ajudar a revelar a predisposição genética do doente a desenvolver o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
 

 

Pessoas que sofrem com o problema e seus familiares mais próximos possuem uma estrutura cerebral com um funcionamento particular, asseguram os cientistas num artigo publicado na revista científica “Brain”.
 

 

Os genes responsáveis pelo TOC continuam desconhecidos, mas, aparentemente, modificam a anatomia cerebral, o que pode tornar o diagnóstico mais fácil.
 

 

Os investigadores de Cambridge analisaram os exames de RM do cérebro de cerca de cem pessoas - algumas sofriam de TOC e outras eram parentes próximos de indivíduos com a doença.
 

 

Os voluntários também participaram num teste computadorizado para avaliar a sua habilidade em conter comportamentos repetitivos. Tanto os pacientes com TOC quanto os seus parentes obtiveram um resultado pior do que os voluntários no grupo de controlo.
 

 

Os cientistas associaram este facto à diminuição de massa cinzenta em regiões do cérebro responsáveis pela eliminação de respostas motoras e hábitos. "A deficiência da função cerebral nessas regiões pode contribuir com os comportamentos compulsivos e repetitivos que são característicos do TOC", afirmou Lara Menzies, da equipa de cientistas, explicando que “aparentemente, essas mudanças cerebrais transmitem-se hereditariamente e podem representar um factor genético de risco para o aparecimento do transtorno ".
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.