Ressonância magnética pode detectar risco de Alzheimer em jovens

Estudo publicado na revista “PNAS”

17 junho 2009
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Através de imagiologia por ressonância magnética, cientistas da University of Oxford e do Imperial College London, no Reino Unido, conseguiram detectar em jovens quem poderá desenvolver Alzheimer na terceira idade, o que possibilita que eles possam ser tratados precocemente.

 

No estudo, publicado na revista “PNAS - Proceedings of the National Academy of Sciences”, foi comparada a actividade cerebral de 36 voluntários com idades entre os 20 e 35 anos através de imagiologia por ressonância magnética, sendo metade deles portadores do gene ApoE4.

 

Esta investigação baseou-se nas conclusões de um estudo anterior, segundo o qual quem herda uma cópia do gene ApoE4 tem quatro vezes mais probabilidades de vir a desenvolver a doença. As pessoas que herdam duas cópias do gene correm dez vezes mais riscos, embora os investigadores recordem que nem todos os portadores do gene desenvolverão obrigatoriamente a doença.

 

Neste estudo, o que surpreendeu os cientistas foi o facto de, através de ressonância magnética, se ter detectado que, mesmo em repouso, os portadores do ApoE4 registam uma maior actividade no hipocampo (parte do cérebro relacionada com a memória) do que os restantes indivíduos não portadores. Desta forma, através de um simples exame de ressonância magnética, será possível aconselhar um tratamento precoce a quem tenha um risco mais elevado de vir a sofrer de Alzheimer.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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