Ressonância magnética combate depressão

Estudo em ratinhos traz novos dados

21 março 2005
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Cientistas da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, descobriram que os exames de ressonância magnética, feitos para captar imagens internas do corpo podem ter o mesmo efeito dos antidepressivos.
 

 

A equipa que realizou o estudo usou ratinhos, aos quais aplicaram um tipo raro de ressonância magnética, normalmente usada em exames ao cérebro.
 

 

Os cientistas constataram que os animais que sofriam de stress _ e que «se sentiam desamparados» _ conseguiram recuperar-se significativamente quando expostos ao exame, segundo informações publicadas na revista científica Biological Psychiatry.
 

 

O estudo foi realizado depois dos médicos terem notado efeitos idênticos em doentes bipolares (doença que se caracteriza por uma variação entre a depressão e a exaltação).
 

 

Bruce Cohen, que liderou a equipa de cientistas, disse que a descoberta pode revolucionar o tratamento da depressão. «Os ratos passaram a comportarem-se como se tivessem recebido antidepressivos. Pois esta é uma maneira de mudar o comportamento das células nervosas sem ter de tomar medicamentos», explicou à BBC Cohen, acrescentando que «as implicações desse trabalho têm o potencial de serem muito profundas.»
 

 

William Carlezon, que também participou nos estudos, afirmou, no entanto, que alguns tipos de ressonância magnética podem ser prejudiciais para estes doentes. «É sempre importante ter cuidado quando as ressonâncias magnéticas são usadas para diagnosticar ou estudar problemas que envolvem o cérebro», disse Carlezon. E explicou: «As pessoas acreditam que nada acontece quando fazem o exame, que os médicos estão simplesmente a tirar uma fotografia do cérebro. Mas, na verdade, o corpo está a ser exposto a campos eléctricos e magnéticos que podem causar outros efeitos que ainda não sabemos.»
 

 

O especialista em psiquiatria britânico Cosmo Hallstrom, do Royal College of Psychiatrists, também disse ser necessário cuidado com o resultado do estudo, e levar em conta que não são muitos os ratos que têm comportamentos iguais aos dos humanos.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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