Ressonância magnética cardíaca identifica doenças cardíacas fatais

Estudo publicado na revista “JAMA Cardiology”

13 fevereiro 2019
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A ressonância magnética cardíaca (RMC) apresenta potencial de se tornar uma alternativa não-tóxica e não-invasiva ao ecocardiograma de esforço, cateterismo e cintigrafia de perfusão do miocárdio, demonstrou um novo estudo.
 
Conduzido por investigadores do Sistema de Saúde da Universidade Duke, EUA, o estudo demonstrou que a RMC é eficaz no diagnóstico de doenças cardiovasculares e ainda a prognosticar casos potencialmente fatais. 
 
Para o estudo, Robert Judd e colegas analisaram dados de 9.151 pacientes que tinham sido submetidos a RMC e seguidos durante um período de até 10 anos.
 
Relativamente aos pacientes sem historial de doença cardíaca e com um risco reduzido, segundo os critérios clínicos tradicionais, os que tinham tido um resultado anormal na RMC apresentavam uma propensão 3,4 vezes superior de morte do que os pacientes com um resultado normal.
 
Para os pacientes todos, os investigadores estabeleceram uma forte associação entre um resultado anormal na RMC e a mortalidade, mesmo após terem tido feito ajustes relativamente a fatores como a idade dos pacientes, sexo e fatores de risco cardíaco. 
 
Robert Judd comentou os resultados: “sabíamos desde há algum tempo que a RMC é eficaz a diagnosticar doenças arteriais coronárias, mas não é ainda muito usada (…)”.
 
“Um dos impedimentos para um uso mais alargado tem sido uma falta de dados sobre o seu valor preditivo – algo que possuem as tecnologias competidoras”, acrescentou o investigador. “O nosso estudo proporciona alguma clareza, embora comparações diretas entre a RMC e outras tecnologias fosse definitivo”, concluiu.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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