Ressonância magnética benéfica em mulheres em risco médio de cancro da mama

Estudo publicado na revista “Radiology”

23 fevereiro 2017
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Um novo estudo demonstrou que a ressonância magnética beneficia o diagnóstico precoce de cancro da mama em todas as mulheres, e não só as que apresentam um risco elevado para a doença.
 
Para o estudo, Christiane Kuhl, diretora do Departamento de Radiologia da Universidade Técnica da Renânia do Norte-Vestfália em Aachen, Alemanha, e equipa, analisou o impacto da ressonância magnética em 2.120 mulheres com idades compreendidas entre os 40 e os 70 anos, que apresentavam um risco inferior a 15% de cancro ao longo da vida.
 
As participantes foram submetidas a mamografias normais e as que apresentavam tecido mamário denso fizeram uma ecografia normal. 
 
A ressonância magnética detetou 60 cancros da mama adicionais, 40 dos quais eram invasivos, para uma taxa de deteção adicional de 15,5 por cada 1.000 mulheres. Dos 60 cancros detetados durante o período de observação (7.007 etapas de rastreio), 59 foram detetados apenas através de ressonância magnética, um deles também em mamografia, e nenhum por mamografia ou ecografia apenas. 
 
Segundo, Christiane Kuhl, os resultados obtidos sugerem que a ressonância magnética pode ser uma ferramenta de rastreio suplementar eficaz em mulheres que apresentam um risco médio de cancro da mama, especialmente as que possuem tecido mamário denso. Nestes casos, a ressonância magnética revela-se superior a ecografias suplementares. 
 
Os resultados demonstraram ainda que a ressonância magnética é eficaz na deteção de formas mais agressivas de cancro. “Quanto mais rápido se desenvolve um cancro, melhor este cria metástase, e melhor é se for detetado inicialmente através de ressonância magnética”, adiantou a investigadora. “Na nossa coorte, os cancros detetados apenas por ressonância magnética revelavam características de rápido crescimento da patologia”.
 
A ressonância magnética é considerada um meio de rastreio do cancro da mama eficaz que oferece mais sensibilidade do que a mamografia e a ecografia. Atualmente esta modalidade é reservada para as mulheres com um forte historial familiar da doença ou que apresentem outros fatores de risco específicos de cancro da mamã. O facto de ser dispendioso é um fator que concorre para que não esteja disponível à população em geral. 
 
No entanto, Christiane Kuhl defende que devido ao facto de o cancro da mama constituir a principal causa de morte nas mulheres, deve-se investir na pesquisa de métodos de rastreio mais avançados.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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