Resposta inflamatória: mecanismo de controlo foi descoberto

Estudo publicado “Nature Immunology”

03 outubro 2012
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Investigadores do Reino Unido identificaram uma molécula cujo papel é fundamental na resposta do organismo à inflamação, revela um estudo publicado na “Nature Immunology”.
 

Um sistema imunológico saudável reage aos sinais perigosos, nomeadamente presença de microrganismos ou células cancerígenas. Esta reação controlada é iniciada por uma fase inflamatória que alerta e ativa o organismo para que este reaja contra os sinais de perigo. Após o controlo do perigo é necessário que esta fase inflamatória diminua.
 

Assim o controlo da fase inflamatória é crucial. A inflamação que é despoletada rapidamente ou que não é controlada apropriadamente pode conduzir a um choque séptico ou num estado mais crónico, contribuir para o desenvolvimento de doenças como o cancro, artrite, asma, e esclerose múltipla.
 

Desta forma o conhecimento dos mecanismo de controlo envolvidos no controlo da resposta inflamatória poderão ajudar no desenvolvimento de tratamentos mais eficazes e mais direcionados contra várias doenças.
 

Neste estudo, os investigadores da University of London, no Reino Unido, descobriram que a molécula p110delta é capaz de equilibrar a resposta imunológica através da regulação de um tipo específico de células imunológicas, as células dendríticas. Estas células iniciam a resposta imunitária, provocando inicialmente inflamação, após o encontro e identificação de células estranhas, como é o caso das bactérias.
 

Através da utilização de células dendríticas, nas quais a p110delta não estava ativa, o estudo apurou que esta molécula controla a transição de um tipo de recetor que existe na superfície destas células, envolvido no reconhecimento de bactérias, para o seu interior. Este é um passo chave que permite às células dendríticas iniciarem a fase de desativação da inflamação.
 

“A interferência temporária da atividade da p110delta poderá permitir modular o equilíbrio entre as vias envolvidas na inflamação e anti-inflamação, abrindo assim novas possibilidades terapêuticas que podem ser explorados em áreas como vacinação, imunoterapia do cancro e doenças inflamatórias crónicas”, conclui, a primeira autora do estudo, Ezra Aksoy.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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