Resposta imunológica: identificadas proteínas chave

Estudo publicado na “Nature Immunology”

31 outubro 2013
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Investigadores americanos identificaram proteínas que podem ter um papel fundamental nas estratégias da resposta imunológica. Estes achados publicados na revista “Nature Immunology” sugerem novas vias para o desenvolvimento de vacinas.
 

O sistema imunológico tem basicamente duas estratégias para que os linfócitos consigam combater as infeções que atingem o organismo. A primeira estratégia, conhecida por recirculação, é um processo no qual os linfócitos são transportados pela circulação, o que lhes permite um rápido acesso aos órgãos uma vez a resposta imunológica iniciada.
 

A segunda estratégia permite aos linfócitos migrarem para os tecidos e permanecerem lá durante longos períodos de tempo, criando desta forma uma resposta rápida contra qualquer agente infecioso que entre no organismo. Este tipo de células, conhecidas por células T de memória, desempenha um papel preponderante no início da resposta imunológica que combate as infeções.
 

Uma das questões centrais de todo este processo está associado com o modo como os linfócitos decidem se vão recircular ou ficar residentes. ”Já sabíamos que a proteína KLF2 regulava a expressão de determinados genes. Um deles, o SIP1, permite que os linfócitos deixem os tecidos e comecem a circular”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Stephen Jameson.
 

Intrigados com o impacto que o KLF2 e o SIP1 tinham nos linfócitos, os investigadores da Universidade de Minnesota, nos EUA, compararam os níveis de expressão destes genes nos linfócitos em recirculação e nos residentes. Foi verificado que estes últimos perdem a expressão dos genes KLF2 e o SIP1.
 

O estudo apurou ainda que as citoquinas, proteínas solúveis envolvidas nos sinais entre as células, controlam a expressão destes genes. Os investigadores verificaram que as citoquinas instruem as células para se tornarem células de memória residentes, permitindo assim que a resposta local imune seja despoletada.
 

Apesar de ser ainda necessário definir os sinais bioquímicos que ditam qual a via que vai ser escolhida, recirculação ou permanência nos tecidos, uma maior aprendizagem sobre estes sinais que instruem os linfócitos T pode significativamente melhorar novas abordagens da vacinação.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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