Resposta imune protetora pode matar neurónios

Estudo publicado “The Journal of Immunology”

09 outubro 2015
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Investigadores americanos descobriram por que motivo algumas respostas imunológicas, que tipicamente ajudam a reconhecer e a combater as infeções provocadas por vírus e bactérias, podem, por vezes, ser prejudiciais para o cérebro, dá conta um estudo publicado no “The Journal of Immunology”.
 
Muitas doenças cerebrais envolvem a morte dos neurónios, mas a comunidade científica ainda não compreendeu muito bem por que morrem estas células.
 
Neste estudo, os investigadores do Instituto Nacional de Saúde (NIH, sigla em inglês), nos EUA, descobriram como a ativação de uma resposta imunológica protetora mata as células nervosas, tendo identificado a proteína responsável, e fornecendo, assim, um potencial alvo terapêutico.
 
No estudo, os investigadores analisaram o efeito de um tipo específico de recetores do sistema imunológico, os toll-like receptors, nos neurónios. Estes recetores estão habitualmente envolvidos na deteção de infeções provocadas por bactérias e vírus. Estes são também capazes de detetar determinadas moléculas libertadas pelos neurónios que estão a morrer, assim como moléculas associadas a determinadas doenças, como a doença de Alzheimer.
 
Os investigadores utilizaram um modelo de ratinhos para perceberem por que motivo a estimulação causava a morte dos neurónios e não de outas células. Apurou-se que este tipo de recetores ativam uma proteína conhecida como SARM1 nos neurónios. Esta proteína induz a morte das células nervosas ao afetar a função da mitocôndria, os organelos responsáveis pela produção de energia das células. 
 
Este estudo teve por base trabalhos anteriores realizados pela mesma equipa de investigação que demonstraram que a SARM1 também causava a morte de neurónios durante infeções cerebrais provocadas por vírus. Agora os investigadores demonstraram que a ativação imunológica dos neurónios, mesmo na ausência de uma infeção viral, pode conduzir à sua morte.
 
Ao terem identificado a SARM1 como uma molécula-chave deste processo, os investigadores compreenderam melhor por que motivo uma resposta imunológica protetora pode ser tão importante perante uma infeção ou danificar as células cerebrais.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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