Resposta imune ao cancro: novas imunoterapias?

Estudo publicado na revista “Cancer Immunology Research”

21 julho 2016
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Investigadores americanos identificaram mais de 100 novas regiões genéticas que afetam a resposta imune ao cancro. O estudo publicado na revista “Cancer Immunology Research” pode ajudar no desenvolvimento de futuras imunoterapias, ou seja, tratamentos que aumentam a capacidade de o sistema imunitário matar os tumores.
 

Ao analisar uma vasta base de dados genómica pública, os investigadores do Instituto de Descoberta Médica Sanford Burnham Prebys, nos EUA, descobriram 122 potenciais impulsionadores da resposta imunitária, ou seja, regiões genéticas nas quais as mutações estão relacionadas com a presença ou ausência de células imunitárias infiltradas nos tumores.
 

Apesar de muitas destas regiões corresponderem a proteínas que têm um papel conhecido na resposta imunitária, muitas podem ser indicadoras de novas direções no âmbito da investigação da imunologia do cancro, podendo sugerir novos alvos para a imunoterapia.
 

A imunoterapia tem sido apontada como um ponto de viragem no cancro, uma vez que pode tratar casos avançados que se disseminaram para outros órgãos. Atualmente são utilizados, com grande sucesso, vários fármacos desta classe, tendo conseguido erradicar e diminuir consideravelmente os tumores e prevenir as recidivas.
 

Os tratamentos imunoterápicos são poderosos se o tumor for reconhecido pelo sistema imunitário como uma ameaça e permitir a infiltração das células imunitárias. Contudo, alguns cancros permanecem camuflados ou bloqueiam a entrada de células no tumor através de vias desconhecidas.
 

Adam Godzik, um dos autores do estudo, refere que para desenvolver imunoterapias relevantes para vários tipos de cancro é necessário aprender mais sobre a forma como o sistema imunológico interage com tumores. “O nosso estudo fornece várias pistas nessa direção”, referiu.
 

Os investigadores estão atualmente a explorar as mutações cancerígenas com elevada resolução, tendo em conta o facto de as mutações poderem afetar a proteína codificada em diferentes formas, dependendo de onde a alteração resultante está localizada.
 

Eduard Porta-Pardo, o líder do estudo, explica que o algoritmo, denominado domainXplorer, identifica correlações entre um fenótipo, neste caso, a quantidade de células imunitárias no tumor, e as mutações nos domínios de proteínas individuais, zonas de uma proteína com funções distintas.
 

“O nosso plano para a próxima fase é utilizar este algoritmo para procurar regiões genéticas que se correlacionam com os níveis de tipos de células imunitárias específicas dentro do tumor, que irá revelar mais detalhes da imunologia do cancro”, concluiu Adam Godzik.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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