Resistência humana a um retrovírus e vulnerabilidade à Sida

Estudo publicado na “Science”

02 agosto 2007
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A resistência do corpo humano a um retrovírus que infectou os chimpanzés e outros primatas, desenvolvido há três ou quatro milhões de anos, pode ser responsável pela vulnerabilidade do homem ao vírus da Sida, segundo um estudo publicado na revista “Science”.
 

 

“Ao longo da evolução dos primatas, a imunidade a este vírus, denominado «Pan troglodytes endogenous retrovirus ou PtERV1», pode ter-nos tornado mais vulneráveis ao vírus da Sida”, explica o principal autor deste estudo, biólogo Michael Emerman, do centro de pesquisa Hutchinson.
 

 

Ao reconstituir uma parte do genoma do retrovírus pterv1, os cientistas demonstraram que a defesa antiviral humana depende de um gene chamado trim5a. O gene codifica uma proteína que neutraliza e destrói o pterv1 antes que este se consiga replicar.
 

 

As modificações genéticas do gene trim5a tornam-no mais eficaz a combater o retrovírus da Sida mas, ao mesmo tempo, enfraquecem a sua capacidade de neutralizar o pterv1, e vice-versa. Segundo os cientistas, isto pode querer dizer que este gene antiviral apenas consegue combater um vírus de cada vez.
 

 

Fontes: Lusa e Imprensa Internacional
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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