Resistência das bactérias aos antibióticos investigada por portugueses

Estudo publicado na “PLoS Genetics”

26 julho 2009
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A importância de interacções entre genes que determinam a resistência das bactérias aos antibióticos foi demonstrada, pela primeira vez, por investigadores do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) e publicada na revista científica norte-americana “PLoS Genetics”.

 

As bactérias adquirem resistências aos antibióticos através de mutações no seu genoma e essas resistências são cruciais para a sobrevivência das bactérias. No entanto, na ausência de antibióticos, a taxa de crescimento das bactérias resistentes diminui.

 

Desta forma, apesar de não conseguir impedir que as bactérias se multipliquem, a escolha de antibióticos adequados pode alterar o curso da infecção a favor do hospedeiro humano.

 

Na investigação, liderada por Isabel Gordo, foram estudadas as mutações genéticas que conferem resistência aos antibióticos mais utilizados e os cientistas conseguiram medir a interacção entre os genes mutados.

 

"O que nós observámos foi que, quando se adiciona mais do que uma resistência, a taxa de crescimento das bactérias não fica tão pequena quanto à partida se esperava, o que significa que uma bactéria multi-resistente vai crescer mais depressa do que seria desejável para os humanos", Isabel Gordo .

 

Do ponto de vista da saúde pública, este estudo pode explicar a prevalência de resistências múltiplas noutro tipo de bactérias que estão na origem de doenças como a tuberculose, cujo tratamento envolve o uso fármacos semelhantes aos utilizados neste estudo.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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