Resistência aos antibióticos continua a aumentar

Estirpes resistentes de Helicobacter pylori cada vez mais frequentes

29 maio 2001
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A bactéria implicada na génese da maioria das úlceras pépticas, o Helicobacter pylori (H. pylori) apresenta, segundo investigações recentes, um resistência cada vez maior a 2 antibióticos usados no seu tratamento.
 

 

A erradicação do H. pylori é alcançada através da ingestão de vários fármacos, que incluem antibióticos e um inibidor da bomba de protões (Na+/K+ ATPase), que conseguem eliminar as colónias desta bactéria que estejam presentes no estômago e/ou duodeno, em cerca de 80% dos doentes. Contudo com a crescente resistência aos antibióticos, esta percentagem poderá diminuir gradualmente até atingir valores preocupantes.
 

 

Segundo os investigadores norte-americanos liderados pelo Dr. Michael S. Osato é necessário testar os pacientes para apurar se estes vão ou não responder a certos antibióticos antes de os prescrever, de forma a diminuir os custos do tratamento e os possíveis efeitos secundários associados ao ensaio de diferentes regimes terapêuticos para a erradicação do H. pylori.
 

 

Segundo a edição do dia 14 de Maio da revista “Archives of Internal Medicine”, a resistência ao Metronidazol já ocorre em cerca de 35% do doentes norte-americanos e a resistência à Claritromicina aparece já em 11% dos casos. O Metronidazol e a Claritromicina são dois dos principais antibióticos usados no combate às infecções por H. pylori.
 

 

O maior número de estripes resistentes encontraram-se principalmente entre a população feminina e entre os pacientes mais jovens.
 

 

O mesmo estudo nota que as resistências a dois outros antibióticos, amoxicilina e tetraciclinas, são relativamente raras.
 

 

Bactérias, como o H. pylori, podem desenvolver mecanismos de resistência aos antibióticos quando estes são administrados indiscriminadamente ou quando os pacientes não seguem as indicações do médico que os prescreveu. Algumas bactérias mais “fortes” sobrevivem e reproduzem-se, dando origem a uma nova geração de microorganismos resistentes.
 

 

Este estudo reflecte os resultados de várias investigações levadas a cabo em outros países, sugerindo que a resistência aos antibióticos está a aumentar de forma assustadora em todo o mundo, principalmente nos países em vias de desenvolvimento.
 

 

Os presentes investigadores testaram mais de 6600 estirpes de bactérias que foram isoladas de pacientes norte-americanos ao longo dos últimos 6 anos.
 

 

Fonte: Reuters
 

 

Adaptado por:
 

David Ferreira
 

MNI - Médicos na Internet

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